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Jovem pausa sonho de ser policial para servir em projeto missionário

Bacharel em Direito, Bruna sentiu o desejo de participar do voluntariado antes de começar carreira profissional

Por Juliana Muniz

Bruna visita dona Anita um dia antes de seu batismo.

De cabelos amarrados, mochila nas costas e Bíblia na mão, Bruna Sarmento, de 27 anos, sai de casa em uma tarde ensolarada de 32ºC. Ela enfrenta o calor sem reclamar, pois está indo visitar dona Anita, uma senhora aposentada com quem vinha estudando a Bíblia e que decidiu ser batizada. Bruna é uma entre os nove jovens que deixaram família e planos para se dedicar, em Foz do Iguaçu, ao projeto Um Ano em Missão (em inglês, One Year in Mission – OYiM).

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Formada em Direito, a jovem levou um semestre a mais para conseguir o diploma, pois enfrentou dificuldades na faculdade por ser sabatista. Apesar disso, não desistiu do curso, pois precisava se formar para realizar seu sonho de passar em um concurso da Polícia Civil. Após a formatura, se dedicou quase que integralmente aos estudos. Foram cerca de 10 meses, até conhecer o Um Ano em Missão em um congresso jovem chamado Save One.

“Eu me interessei pelo projeto, pois sempre senti vontade de ser missionária. Cheguei a dar meu nome, mas não achei que seria realmente chamada para participar. Ao voltar para casa, recebi a ligação do líder de jovens para o oeste paranaense e senti que Deus estava me chamando para servir”, conta.

De lá pra cá, Bruna já totaliza dois projetos missionários no Paraná e, durante todo o ano de 2018, se dedicará a um novo desafio, indo além das fronteiras de seu Estado: será missionária na Bolívia. “Quando soube, fiquei feliz. Essa será minha primeira experiência em missão fora do País. Uma nova experiência, nova cultura, nova língua”, diz.

Apesar da determinação e a vontade de servir, ela explica que enfrentou muitos desafios. “Na primeira missão que participei, foi muito difícil sair de casa. Ficar longe da família foi muito desafiador”, compartilha.  Com o passar do tempo, “esta luta foi sendo minimizada e outras foram surgindo.”

“Conviver com pessoas que você nunca havia visto antes, respeitar as diferenças e, principalmente, a luta espiritual no trabalho” são alguns dos obstáculos que ela tem enfrentado. Mas reconhece que todos os desafios lhe trouxeram crescimento e amadurecimento mental e espiritual.

“Eu sempre quis participar de um projeto missionário. Pensei que era um sonho distante. Quando ouvi sobre o Um Ano em Missão, prontamente me inscrevi. Eu entendo que Deus já havia me chamado”, assegura.  Seu plano não era emendar um projeto de missão no outro, mas tem certeza de que Deus encaminhou as coisas.

O sonho de ser policial não está descartado. Bruna pretende retomar seus planos em 2019, e enfatiza que “mesmo que eu não vá até a missão, vou levar a missão comigo. Inclusive na Polícia Civil, se Deus assim permitir.”

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