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Faculdade Adventista da Bahia adota modelo curricular inovador

A Faculdade Adventista da Bahia, através do Grupo de Trabalho Colaborativo* implantou um novo modelo curricular. Os alunos serão levados a pensar além do exercício acadêmico, tendo em vista o espaço profissional real desde o início de sua formação inicial.

Foram inauguradas salas totalmente reformuladas, climatizadas e projetadas para o novo método. Foto: FADBA

Os cursos de Enfermagem, Fisioterapia e Psicologia da FADBA foram escolhidos para estrear o novo modelo curricular, que promete revolucionar a forma de ensinar e aprender. O foco passa a ser a discussão, prática e produção acadêmica. Os alunos passam a ser detentores e distribuidores de conhecimento com qualidade e propriedade. Com esse propósito, novas salas foram adaptadas para atender ao método. As salas contem espaços para estudo em grupo, tablets para uso individual, livros específicos do curso, recursos áudio-visuais, entre outros.

Como o novo modelo funciona

A semana letiva é iniciada antes mesmo de o aluno chegar à faculdade na segunda-feira, visto que precisa realizar estudos autônomos, confrontando seus conhecimentos prévios com uma trilha de aprendizagem composta por leituras, desafios e vídeos.

Ao chegar à faculdade na segunda-feira, o estudante realiza um teste relativo aos estudos autônomos que realizou previamente. Em seguida, tem um momento de correção da atividade realizada com o acompanhamento do Orientador Formativo, que no primeiro semestre é o coordenador do curso. Ainda nesse dia, tem encontro com a psicopedagoga da instituição para um programa de imersão em hábitos de estudo.

Na terça, quarta e sexta-feira, os alunos vivenciam os módulos de aprendizagem por meio de uma metodologia que estimula o protagonismo discente, também conhecida na literatura como metodologia ativa, participativa e/ou cooperativa.

Na quinta-feira, é a vez da imersão no módulo de projeto, o qual é pensado em função da pesquisa e da extensão, aproximando o estudante desde cedo do mundo do trabalho.

A principal alteração diz respeito ao uso do tempo e das estratégias de ensino, onde o aluno realiza atividades de natureza coletiva, exigindo o desenvolvimento de competências socioemocionais, metacognitivas e profissionais. O lugar tradicional da exposição da matéria dá lugar à discussão e à produção acadêmica. A vantagem para os alunos é o fato de serem levados a pensar além do exercício acadêmico, tendo em vista o espaço profissional real desde o início de sua formação inicial.

Contextualização

De acordo com o GTC, é preciso lembrar que a aula em si é apenas parte de um processo mais amplo de formação profissional. “Temos em mente que o contexto social, político, econômico e educacional vivido não apenas no Brasil, mas também em outras partes do planeta, indicam que há demandas profissionais urgentes a serem atendidas, sobretudo poder contar com profissionais que se corresponsabilizem por seu jeito de pensar, sentir e agir; profissionais que sejam resolvedores de problemas que exigem cada vez mais a iniciativa e a criatividade responsáveis”, explicam as organizadoras.

Nesse sentido, as aulas são pensadas de modo a serem um espaço de permanente aprendizagem, um espaço de estudo, onde o aluno seja protagonista e o professor seja um mediador, alguém que dá o suporte necessário para o crescimento gradual e sólido desse futuro profissional.

A FADBA optou por um modelo de ensino híbrido onde o espaço físico da faculdade é extrapolado por outros do mundo real, tais como: postos de saúde, hospitais, empresas, escolas, etc., bem como pelos espaços virtuais. Em 2018, os cursos incluídos no novo formato são: Enfermagem, Fisioterapia e Psicologia. A partir de 2019, todos os demais cursos da instituição estarão inclusos.

*O Grupo de trabalho colaborativo, objetiva dar suporte pedagógico aos professores do CAB e FADBA no que tange aos processos didático-metodológicos e curriculares. Trata-se de um grupo de assessoria pedagógica, composto por Daniela Reis, Gal Oliveira, Lucicleide Liessi e Selena Castelão Rivas. O GTC desenvolve atividades de natureza pedagógica e curricular, de modo a atender três necessidades básicas institucionais, a saber: a) formação docente; b) acompanhamento do cotidiano pedagógico; c) alinhamento e reorganização do projeto pedagógico institucional.

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