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Encontro fortalece identidade ministerial de filhos de pastores

Programação aconteceu no Colégio Adventista Milton Afonso (Ceama)

Crianças e adolescentes compartilharam experiências sobre pertencer à família pastoral

Brasília, DF… [ASN] Fazer parte da família pastoral, nem sempre é fácil. Ainda mais quando se é criança ou adolescente e tem que dividir a atenção do pais com vários fiéis. Por esse motivo, a área ministerial da Igreja Adventista do Sétimo Dia no Planalto Central organizou um encontro de filhos de pastores que aconteceu neste sábado, 29 de julho, no Colégio Adventista Milton Afonso (Ceama).

Segundo Lucilene Britis, uma das organizadoras da programação e diretora da Área Feminina da Associação Ministerial (Afam), a programação foi baseada em “Comunhão, Relacionamento e Missão”. “O objetivo é fortalecer a identidade ministerial e os propósitos de Deus para a vida de cada um dos participantes”, explica.

Gislye (à esq.) conta sua história

Gislye Montin nasceu em uma família pastoral. O pai atualmente é pastor no Gama e a mãe é psicóloga na Rede Educacional Adventista. A jovem de 23 anos decidiu seguir outro caminho profissional, formou-se em Direito e trabalha como assessora na Procuradoria da República do DF. Mas isso não significa que deixou a obra missionária de lado. Gislye está a frente como diretora do Ministério e Escola Sabatina Jovem de Águas Claras e ainda lidera um Pequeno Grupo. Sabendo dos conflitos enfrentados quando se é mais jovem, a garota compartilhou sua história durante a programação. Para ela, a principal dificuldade foi a de ser um exemplo para as igrejas lideradas por seu pai. “Para mim, (o mais difícil) foi aceitar a responsabilidade de ser uma referência, não por que a minha família tem um ministério, mas por que eu escolhi ser uma referência dentro do ministério que Deus me deu. E esse ministério vai além da família pastoral. É um compromisso de vida”, afirma.

Adolescentes também participaram de momentos de descontração

A jovem acredita que encontros como esse são importantes, pois são um investimento no futuro da Igreja. “Nós somos a parte ‘em formação’ da família ministerial. Isso significa que estamos vivendo momentos definidores de aprendizagem e autoconhecimento. Se há um interesse em nos ensinar sobre os desafios e privilégios da nossa caminhada é mais difícil que nos percamos. Os filhos são tão importantes para o ministério quanto os pais e isso precisa ser demonstrado”, salienta Gislye.

Para a estudante Isabella Avelar, de 15 anos, ouvir experiências como a de Gislye fez com que ela se identificasse em diversos aspectos. “Percebi que existem coisas lindas e muitos privilégios ao fazer parte desse ministério dado por Deus para nossos pais e que também é nosso”, diz. A garota afirma que também se sente chamada por Deus para cumprir a missão. “O chamado na minha vida aconteceu naturalmente quando percebi que minhas atitudes e meu jeito de ser poderiam influenciar a vida de outras pessoas. Gosto muito de ficar por dentro e ajudar nas igrejas do meu pai. Também recebi o dom de cantar (é o que me deixa feliz). Sempre procuro fazer aquilo que me sinto bem e é meu dom”, conta. Segundo Isabella, encontros como esse fazem com que os jovens percebam que não estão sozinhos. “Temos amigos e pessoas que nos amam do nosso lado e que, além de filhos de pastor, somos filhos de Deus e temos todos a mesma missão: pregar o evangelho”, conclui. [Equipe ASN, Pâmela Meireles]

 

 

 

 

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