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Busca por pornografia gera danos individuais e coletivos às famílias

Problemas psicológicos e até físicos podem afetar o indivíduo devido ao consumo de conteúdos pornográficos.

17 de agosto de 2015
Segundo pesquisa, 25% das buscas diárias na web envolvem a palavra sexo.

Segundo pesquisa, 25% das buscas diárias na web envolvem a palavra sexo.

Curitiba, PR… [ASN] Abrir um navegador na Internet e ter a liberdade de acessar o que bem entender pode ser perigoso. Não só o mundo virtual, mas também a televisão, os filmes e as revistas, escancaram conteúdo pornográfico de fácil acesso. O erotismo e a pornografia têm entrado na casa de milhares de pessoas e causado danos que, muitas vezes, são imperceptíveis.

A popularidade da Internet e a pirataria, diminuíram a venda e locações de DVDs, porém, o leque de opções no ambiente virtual faz com que, em alguns cliques, tudo esteja à disposição. Segundo pesquisa realizada pelo The Week, 266 sites pornográficos surgem na rede mundial de computadores todos os dias e, além disto, 25% das buscas diárias envolvem a palavra sexo. Outra pesquisa, do site Extreme Tech, revela que 100 milhões de páginas pornôs são diariamente acessadas – sendo que este tipo de conteúdo é responsável por 30% do tráfego de toda a web.

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A psicóloga Karyne Correia acredita que a explicação para a procura e consumo cada vez maior da pornografia tem relação com o prazer, ainda mais se associada com o hábito da masturbação e curiosidade. Um exemplo citado por ela, é o livro Cinquenta tons de cinza, que obteve recorde de vendas e até se transformou em filme. “Por que tantas mulheres leram este livro? Creio que muitas delas não eram consumidoras de pornografia, mas a publicidade em torno do livro instigou a curiosidade de várias. Alguns também consomem como tentativa de melhorar a relação conjugal. Neste último caso, essa é uma estratégia um tanto danosa, mas ainda orientada por algumas pessoas como solução para uma relação que caiu na rotina”, ressalta.

Karyne ainda acrescenta que a sociedade atual, tão sexualizada, também pode ser a responsável pela porta de entrada à pornografia, uma vez que as pessoas consomem músicas, arte e propagandas com apelo sexual. “Há muito em nosso ambiente que torna a pornografia algo cada vez mais familiar às pessoas. E, à medida em que a mente da população é dessensibilizada sobre conteúdos sexuais, aumenta-se a chance de que a pornografia se torne algo normal para muitas pessoas”, argumenta.

O contato constante com esse conteúdo pode até se tornar um vício e causar prejuízos físicos e mentais. Como Karyne descreve, um dos principais são os problemas na relação conjugal, além daqueles relacionados à autoestima, dificuldades na performance no momento de uma relação sexual real, isolamento social, aumento da tendência a práticas sexuais inseguras e até mesmo violentas.

Milhares de igrejas na América do Sul estarão tratando sobre a pornografi

No próximo sábado, 22 de agosto, milhares de igrejas adventistas na América do Sul darão ênfase ao assunto por meio do projeto Quebrando o Silêncio

Não só adultos, mas também crianças e adolescentes estão sendo inseridos neste universo. Isso pode ser comprovado por meio de uma pesquisa feita pela organização britânica ChildLine, que verificou entre 800 entrevistados de 11 a 13 anos, que um terço deles já havia acessado pornografia online. Já entre os de 13 a 17 anos a regularidade em assistir pornôs de duas a três vezes por semana correspondeu a 56% dos entrevistados.

Nos últimos anos, tablets, computadores e celulares têm sido a principal escolha dos mais novos pela praticidade e rapidez. Entretanto, todo o cuidado é pouco, pois o perigo pode morar nos acessos livres e na falta de cuidados específicos às crianças e adolescentes. Por isso, Karyne sugere que o uso dos aparelhos seja monitorado, utilizando ferramentas disponíveis, mas também não dispensando um bom diálogo. “Existem meios para bloquear o acesso a determinados conteúdos. Mas, por mais que a família tente blindar, ainda assim a criança pode entrar em contato com conteúdos pornográficos através de um colega ou um aparelho que não pertença à família. Por isso, conversar com o filho, orientá-lo acerca do que vê, e manter uma relação de confiança em que o filho se sinta à vontade para contar aos pais o que tem visto fora de casa, é essencial”, aconselha.

Quebrando o Silêncio

O projeto Quebrando o Silêncio é uma iniciativa da Igreja Adventista do Sétimo Dia, em oito países sul-americanos, que desde 2002 busca combater, conscientizar e incentivar à denúncia contra a violência doméstica e abuso sexual.

Mesmo trabalhando assuntos gerais, a cada ano a campanha enfatiza algum ponto importante que precisa ser discutido e também alertado. Em 2015, o Quebrando o Silêncio chama a atenção para a pornografia, que tem entrado nos lares e causado uma série de prejuízos.

No dia 22 de agosto, as igrejas locais na América do Sul estarão envolvidas na campanha, seja em formato de passeatas, palestras, distribuição de materiais ou uma programação diferenciada. A revista Quebrando o Silêncio, que trata sobre o problema da pornografia está disponível para ser distribuída. [Equipe ASN, Jéssica Guidolin]

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