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Pesquisa premiada com Nobel confirma princípios adventistas de saúde

Prêmio Nobel 2017 de medicina e fisiologia foi para descobridores do processo de controle do ciclo circadiano, que tem forte relação com orientação adventista

Noção do ciclo circadiano é essencial para cuidado com o organismo e prevenção de doenças. (Foto: Shutterstock)

Brasília, DF … [ASN] O Prêmio Nobel de Fisiologia ou Medicina, de 2017, tem relação com um estilo integral de vida saudável. Essa é, pelo menos, a avaliação de alguns médicos adventistas ouvidos pela Agência Adventista Sul-Americana de Notícias (ASN). Nessa segunda-feira, 2, houve o anúncio de que os norte-americanos Jeffrey C. Hall, Michael Rosbash e Michael W Young seriam os ganhadores por conta das descobertas dos mecanismos moleculares por trás dos ritmos ou ciclos circadianos.

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Segundo reportagem das agências de notícias, “o trabalho dos pesquisadores foi o decifrar quais são as engrenagens moleculares do chamado relógio interno. A grande sacada dos pesquisadores foi perceber que existe um processo de retroalimentação que configura o relógio”.

O médico e escritor Marcello Niek explica que os três pesquisadores agraciados pelo prêmio descreveram como funciona o processo interno de controle desse ciclo, que nada mais é do que um relógio biológico interno, que interage com o meio em que vivemos, sinalizando para o corpo a necessidade de alterações no nosso ritmo biológico. “Assim, experimentamos momentos de maior ou menor atividade biológica, compatíveis com as necessidades de sobrevivência e também com a necessidade de descanso, controlados por delicadas estruturas intracelulares”.

Desde o século 18 já havia indícios de que os seres vivos poderiam ter uma espécie de relógio biológico interno. Na década de 1970, no entanto, começaram estudos e, a partir de 1980, foram realizadas pesquisas mais avançadas que permitiram maior entendimento sobre o assunto. A partir das descobertas premiadas em 2017, surgiu o embasamento para explicar por que, em humanos, a pressão sanguínea é maior e os reflexos são mais ágeis de dia e, de noite, fatores de influência para que as pessoas sintam mais sonolência e diminuição da temperatura corporal.

Veja esse vídeo e entenda mais sobre o tema do ciclo circadiano:


Estilo de vida adventista

As pesquisas premiadas pelo Nobel estão em harmonia com o que os adventistas têm ensinado, há mais de 150 anos, sobre estilo de vida saudável integral. Hoje, conforme os estudos de Blue Zones, os adventistas de Loma Linda, nos Estados Unidos, por exemplo, são uma referência em termos de adoção de hábito saudáveis.

O cardiologista Everton Gomes, coordenador da pesquisa chamada Estudo Advento sobre estilo de vida saudável, chama a atenção para dois pontos importantes na pesquisa, relacionados com a realidade adventista de saúde. O primeiro aspecto é quanto à importância do ciclo vigília/sono ou do tempo de estar acordado e dormir. “Entre os oito princípios de saúde que os adventistas preconizam, desde 1863, há a ênfase no exercício e a importância do sono. Cada um tem o seu lugar previsto na rotina diária, e o uso adequado deles permitem uma melhor adequação e equilíbrio orgânico”, afirma o especialista.

Gomes pondera que a falha em garantir ao organismo horários adequados, ou mesmo inversão de horas de sono e de exercício físico, pode criar maiores problemas no sistema de defesa do corpo (o chamado sistema imune) e favorecer o aparecimento de doenças.

Inteligência superior

O médico Marcello Niek chama a atenção de um outro aspecto dessa descoberta premiada. “Não somos uma simples máquina orgânica, mas sim um complexo ser vivo, com diferentes necessidades, conectados com o mundo ao nosso redor. Nosso corpo, mente e espírito necessitam de atividades e estímulos, mas também de repouso regular, no maravilhoso ciclo da vida”, afirma.

O cardiologista concorda e acrescenta que as pesquisas dos norte-americanos evidenciam “mais uma vez, a presença de um propósito, de um desenho inteligente na formação não somente do homem e outros ‘animais superiores, de acordo com a designação biológica, mas a constatação que mesmo pequenos seres como insetos (as primeiras pesquisas, ainda na década de 80, foram realizadas com moscas) demonstram o cuidado de um Deus Criador”.

A escolha do vencedor do mais importante prêmio da área é realizada por um grupo de 50 pesquisadores ligados ao Instituto Karolinska, na Suécia, escolhido por Alfred Nobel em seu testamento para eleger aquele que tenha feito notáveis contribuições ao futuro da humanidade para receber a láurea. O prazo para o comitê receber as indicações foi dia 31 de janeiro. Ao todo, foram 361 nomes na disputa. [Equipe ASN, Felipe Lemos, com informações da Folha de São Paulo e agências de notícias]

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