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Igreja Adventista vai estabelecer centro criacionista em Galápagos

Região conhecida por ser o berço da evolução deve contar com um espaço direcionado ao estudo e à pesquisa da vida sob a perspectiva bíblica

O documento que firma o compromisso de estabelecer a criação desse espaço em Galápagos foi entregue aos representantes da igreja e da educação adventista na região

O documento que firma o compromisso de estabelecer a criação desse espaço em Galápagos foi entregue aos representantes da igreja e da educação adventista na região

 

Galápagos, Equador … [ASN] Quem visita o Arquipélago de Galápagos, no Equador, é atraído pelas belas praias, as famosas tartarugas gigantes, e uma imensa variedade de fauna de flora endêmicas (ou seja, espécies que são caraterísticas de uma região). Mas, além da biodiversidade, “as ilhas encantadas”, como são conhecidas, ainda carregam o título de o “berço da evolução”, pois foi onde Charles Darwin se inspirou para escrever a obra “A Origem das Espécies”, em 1859. Na Ilha Santa Cruz, a mais habitada da região, uma das principais atrações para os turistas é a Estação que carrega o nome do cientista, onde é possível ter acesso aos seus estudos, relatos e teorias. E é exatamente nesse mesmo local que a Igreja Adventista deve implantar uma iniciativa inédita na América do Sul para pesquisa e estudo da vida: um centro criacionista, que deverá ser construído na principal avenida do arquipélago.

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O projeto já foi elaborado, e no último sábado, 23 de julho, um documento que firma o compromisso de estabelecer a criação desse espaço em Galápagos foi entregue aos representantes da igreja e da educação adventista na região. A cerimônia ocorreu na culminância do primeiro Encontro Criacionista da Rede – que reúne cientistas de diversas áreas e que atuam no sistema adventista – acontece desde a última segunda-feira, 17, no arquipélago. Segundo o líder para o segmento da educação adventista na América do Sul, Edgard Luz, esse é um sonho que já existe há algum tempo: “Viemos a este local com um propósito, e é o de deixar um legado. Temos um local privilegiado, na principal avenida dessa ilha, para construir esse sonho. E a partir de agora, ele se torna realidade. Precisamos que essa região, e todos que a visitam, tenha um contraponto ao evolucionismo. Precisamos deixar a nossa marca criacionista nesse local”.

A parceria para criação do centro criacionista em Galápagos foi firmada entre os centros universitários e casas editoras adventistas da América do Sul, além do apoio da Sociedade Criacionista Brasileira. Em seu momento de conversa direta aos participantes do evento, o líder da Igreja Adventista para a América do Sul, Erton Köhler, enfatizou a importância do envolvimento do adventismo com os ideais criacionistas. “Precisamos defender o criacionismo como o resgate da dignidade humana. Nós fomos chamados, como povo de Deus, a colocar a Sua mensagem no seu lugar. Os dois capítulos iniciais da bíblia, no livro de Gênesis, e os dois capítulos finais da bíblia, em Apocalipse, falam sobre a mesma coisa: um mundo sem pecado. Se eu não creio na criação, eu não posso crer na recriação. A ciência se baseia na repetição de fenômenos. Mas nós cremos em um Deus sobrenatural”, enfatizou o líder aos participantes.

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Criacionismo na sala de aula

Após um semestre de encontro virtuais, os participantes do I Encontro Criacionista realizado pela rede educativa adventista da América do Sul estiveram reunidos em Galápagos para dias de palestras e aula expositivas ao ar livre, em contato com a biodiversidade do local. Durante a semana do encontro, os professores apresentaram 11 artigos científicos. Biologia, geologia, paleontologia, botânica e genética foram algumas das áreas abordadas pelos pesquisadores.

Um dos orientadores e consultor do projeto, professor da Universidade de Aveiro/Portugal, e doutor em didática das ciências, Francislê Neri de Souza, enfatiza a importância do programa. “Como o cientista lida com a razão e a emoção? Eu me pergunto o que Darwin deve ter sentido quando esteve nesse local. Galápagos não é só razão, mas também é essa emoção. Tivemos a oportunidade de ver as tartarugas gigantes, os pássaros exuberantes e iguanas de cores vivas. Olhando esse cenário, racionalizamos a epistemologia da ciência, em que nos envolvemos com essa natureza, que não é somente objetiva, mas também subjetiva, e comunica um Deus.

Agora, vamos elaborar um artigo de avaliação de todo o programa de formação que deverá integrar uma publicação acadêmica, em que também serão publicados todos os artigos elaborados pelos grupos desses cientistas criacionistas. É um primeiro passo, um avanço, para se criar uma cultura de pesquisa científica dentro do nosso meio, e de pesquisa com dados originais. A iniciativa da rede em realizar esse projeto é louvável, e como a igreja está cada vez mais inserida em um mundo complexo, com uma diversidade de níveis de conhecimentos e culturas, nós precisamos pregar o evangelho em todos esses contextos. Precisamos atingir públicos universitários que crescem dentro das nossas igrejas, além de lançar bases em que a verdade bíblica suporte a ciência”. [Equipe ASN, Rebbeca Ricarte]

 

 

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