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Artigo na revista Nature inclui pesquisa de saúde com adventistas

Avaliação feita com adventistas serviu de banco de informações para artigo sobre metabolismo da glicemia (relacionado com diabetes)

21 de novembro de 2016
Durante vários meses mais de 1.500 pessoas foram avaliadas no Estudo Advento. E uma parte fez parte da amostra do estudo que originou o artigo na Nature. Foto: Estudo Advento

Durante vários meses mais de 1.500 pessoas foram avaliadas no Estudo Advento. E uma parte fez parte da amostra do estudo que originou o artigo na Nature. Foto: Estudo Advento

Brasília, DF … [ASN] Um artigo publicado no dia 14 de novembro, terça-feira, sobre a relação de uma bactéria intestinal e a possível influência sobre diabetes, incluiu dados de uma pesquisa com adventistas do sétimo dia do Brasil. A publicação saiu na conceituada revista científica Nature Communications, que faz parte do grupo Nature. A publicação britânica é considerada uma das poucas revistas acadêmicas que divulga pesquisas originais em vários campos científicos e tem um público on-line de cerca de 3 milhões de leitores únicos por mês.

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O artigo foi elaborado pelos pesquisadores brasileiros Ana Carolina Franco de Moraes, Gabriel R. Fernandes, Alexandre C. Pereira, Sandra R. G. Ferreira e o médico adventista Everton Padilha Gomes, coordenador do Estudo Advento, em parceria com cientistas da Oregon State University.

Segundo a doutora em Nutrição em Saúde Pública pela Universidade de São Paulo (USP), Ana Carolina de Moraes, esse é um dos artigos que está sendo produzido a partir do uso de dados com pacientes avaliados no estudo inédito realizado sobre regimes dietéticos entre adventistas do sétimo dia em São Paulo.

A nutricionista explica que o conteúdo publicado na Nature identificou uma importante ligação entre o sistema imunológico, as bactérias do intestino e o metabolismo da glicose. Foi constatado que há diferença na abundância da bactéria Akkermansia muciniphila no intestino de pessoas diabéticas, pré-diabéticas e as que não possuem qualquer anormalidade no metabolismo da glicose (tecnicamente chamadas de normotolerantes). “Essa bactéria se mostrou menos presente nas pessoas diabéticas e mais abundante nas consideradas normotolerantes. Isso indica que essa interação pode influenciar o desenvolvimento do diabetes tipo 2”, comenta a pesquisadora e coautora da produção. Não há, no entanto, ainda, uma relação estabelecida sobre o tipo de regime dietético dos adventistas e a presença dessa bactéria.

Início do artigo assinado por profissionais brasileiros em importante publicação mundial científica. Reprodução do site www.nature.com

Início do artigo assinado por profissionais brasileiros em importante publicação mundial científica. Reprodução do site www.nature.com

Para a produção do artigo foram avaliados pelo menos 94 adventistas do sétimo dia brasileiros, entre 35 e 65 anos de idade, incluídos no grupo maior de pessoas pesquisadas pelo Estudo Advento ( que compreende mais de 1.500 avaliados).

 

 

 

 

 

 

 

 

O que o Estudo Advento já constatou?

Reprodução do site estudoadvento.adventistas.org

Reprodução do site estudoadvento.adventistas.org

Resultados com camundongos

O estudo da bactéria Akkermansia muciniphila já é realizado há alguns anos. Uma das pesquisas, desenvolvida por cientistas da Universidade de Louvain, na Bélgica, utilizaram essa bactéria como probiótico (ou seja, positiva para a saúde) com a finalidade de reduzir o peso e diminuir o risco de diabetes tipo 2 em camundongos. Eles observaram que a bactéria foi capaz de alterar a camada de muco que reveste o intestino, protegendo contra o desenvolvimento do diabetes tipo 2.

Durante a experiência, os camundongos foram tratados com uma dieta rica em gordura, resultando no ganho de peso dos roedores. Posteriormente, eles receberam doses da bactéria e perderam metade do peso adquirido sem que fosse feita qualquer alteração na dieta.

Trecho da metodologia que cita o Estudo Advento, realizado pela USP com adventistas do sétimo dia. Reprodução do site www.nature.com

Trecho da metodologia que cita o Estudo Advento, realizado pela USP com adventistas do sétimo dia. Reprodução do site www.nature.com

Os camundongos tratados com a bactéria também acusaram baixos níveis de resistência ao hormônio insulina, um sintoma clássico da diabetes tipo 2.

O artigo da Nature abre caminho para a possibilidade de esse tipo de comprovação ocorrer com seres humanos e, em uma segunda etapa, criar uma correlação com o tipo de dieta que as pessoas adotam (vegetarianos, ovolactovegetarianos ou onívoros). [Equipe ASN, Felipe Lemos, com informações da BBC Brasil]

Quer saber mais sobre o Estudo Advento? Veja esses vídeos:


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