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Alunos de todo o continente discutem sobre a origem do universo

Cenário de aventura foi montado para retratar os momentos primitivos da terra e levantar a discussão sobre haver um Criador

O congresso Origens foi apresentado a partir de um cenário que sugeria os momentos primitivos da terra

Brasília, DF… [ASN] O cenário remete a uma floresta densa, cheia de árvores com troncos retorcidos e pedras cobertas de musgo. No auditório, os adolescentes sentem-se como num ambiente primitivo, cercados de fósseis e pinturas rústicas. O que parece um filme de aventura é, na verdade, o Congresso online Origens, destinado a alunos do ensino médio da rede de Educação Adventista na América do Sul.

A transmissão ao vivo do evento partiu do auditório da sede administrativa da Igreja Adventista para o continente, em Brasília, na manhã desta terça-feira (12). Ela foi assistida pelos quase 51 mil alunos da rede que estão nesta fase de estudos.

Foi um programa descontraído e cheio de atrações, como apresentadores bem-humorados, cientistas e pesquisadores palestrando, música ao vivo e brindes, mas o que chamou mesmo a atenção foi o tema central: Criacionismo. O diretor associado de Educação Adventista na América do Sul, o pastor Ivan Goes, acredita que o tema deve ser amplamente explorado com os alunos, já que é uma das crenças fundamentais do adventismo.

Exposição de materiais arqueológicos da Sociedade Criacionista Brasileira estava disponível para os alunos

Goes ainda esclarece que as escolas adventistas se preocupam em apresentar aos alunos as principais teorias sobre a origem da terra, como o Evolucionismo, por exemplo, já que elas são necessárias em termos de bagagem acadêmica para as próximas fases da vida. “Mas nós salientamos a nossa grande verdade e as grandes evidências da nossa crença no Criacionismo”, ressalta, garantindo que, mais importante que ter o pensamento alinhado com a maioria, é manter-se fiel àquilo que é fundamental. “Enquanto o Evolucionismo está influenciando todas as teorias que predominam e promovem a competitividade, a gente está ensinando a cooperação. Aí fora, o mais forte, o que tem mais dinheiro ou sabe mais é quem detém o poder. Mas essa não é a primazia da vida! Nós queremos que os nossos alunos se destaquem, mas mantendo os valores de bondade, amor e respeito ao próximo”, finaliza.

João Pedro, que cursa o terceiro ano do ensino médio, estava presente no congresso. Aluno da rede Adventista há 13 anos, ele enxerga o criacionismo como um tema relevante na formação acadêmica e pessoal. “É importante entender que tudo o que a gente é e vive não é por acaso; existe um propósito por trás. É importante saber que há um Ser superior que cuida de nós”, declara. Sobre o evento, ele considera: “Acredito que é enriquecedor; uma grande oportunidade de saber mais sobre a nossa origem, e compreender o nosso futuro a partir do nosso passado”.

Assista à transmissão do Congresso Origens:

Comentário

Uma das abordagens do congresso foi: “como é possível se impor como criacionista num meio científico onde predominam teorias divergentes?” Para o doutor Ruy Carlos Vieira, presidente da Sociedade Criacionista Brasileira e também presente no evento, a maneira mais eficiente é levantar questionamentos sobre a veracidade suposta das teorias.

“Como o próprio Criacionismo, o Evolucionismo não é ciência, mas uma estrutura conceitual, uma suposição que parte de um pressuposto. O pressuposto do Criacionismo é a existência de planejamento na natureza, e, portanto, de um planejador. O do Evolucionismo é o acaso. Esses pressupostos é que devem ser discutidos. Quando as pessoas compreendem que a controvérsia real entre as duas teorias são esses pressupostos, elas têm a possibilidade de raciocinar sobre o assunto com dados providos pelo método científico. É aí que entram as evidências!

Inclusive, a teoria do Big Bang, para os criacionistas, é muito importante, porque, antes de a ciência aceitá-la, a rejeitava. Antes, julgava-se que o universo sempre existiu; não teve um começo e não terá fim. A partir do desenvolvimento dos conhecimentos científicos, chegou-se à conclusão de que houve um começo. Então, passou-se a analisar esse início, utilizando-se do conceito do Big Bang. Estuda-se como tudo começou; não só matéria e energia, mas as leis que comandam o comportamento de tudo isso. Mas, se há leis, há um legislador, então, as evidências a favor do planejamento são muitíssimo maiores do que aquelas a favor do acaso, e os próprios evolucionistas reconhecem isto!” [Equipe ASN, Vanessa Arba]

Veja as imagens do congresso:

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