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Líderes da ADRA participam de discussões da Rio + 20

Rio de Janeiro, RJ…[ASN] Líderes sul-americanos da Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais (ADRA) participam das discussões relacionadas à Conferência da ONU Para o Desenvolvimento Sustentável chamada de Rio+20. O evento vai até o próximo dia 22 de junho.

A ADRA está presente com delegados da ADRA Internacional, ADRA Sul Americana e ADRA Brasil. Desde 1997, a ADRA é membro do Conselho Econômico e Social da ONU (ECOSOC) e é nesta condiçāo que participa da Rio+20.

Segundo informa Paulo Lopes, diretor da ADRA Brasil, nos dias que antecederam a conferência um documento com resoluções e compromissos que será assinado pelos chefes de estado foi preparado e extensivamente negociado com representantes dos países participantes. As reações preliminares ao documento proposto têm sido de descontentamento, principalmente por parte das organizações não governamentais e por parte das organizações de defesa dos direitos das mulheres. “O argumento é que o documento proposto é bastante tímido frente à urgência de se buscar soluções urgentes para os problemas enfrentados pelo planeta como resultado do modelo de desenvolvimento atual. Muitos dos presentes se manifestaram contra o documento dizendo ser esta uma oportunidade perdida para serem apresentadas soluções concretas para o planeta”, destaca Lopes.

A ADRA, como uma agência de desenvolvimento e como parte daqueles que representam a sociedade civil, não teve acesso ainda ao documento final que foi preparado e está sendo motivo de discussão. A agência espera, no entanto, que o tema da erradicação da pobreza tenha uma posição central no documento final. “Sabemos que os mais pobres são aqueles mais afetados pelos resultados do modelo de desenvolvimento atual, que não pode ser sustentado no futuro”, afirma Lopes.

Considerando a complexidade dos temas relacionados ao desenvolvimento sustentável e os diferentes interesses envolvidos, a sensação é que os temas mais controvertidos foram deixados para discussões futuras.

Logo na abertura da conferência, uma jovem adolescente da Nova Zelândia desafiou os chefes de estado presentes com as seguintes palavras: “vocês tem 72 horas para decidirem a sorte de meus filhos e dos filhos dos meus filhos…”, ela terminou seu discurso perguntando aos presentes o seguinte: “vocês estão aqui para salvar suas faces ou para nos salvar?”. [Equipe ASN, da redação]

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