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Jovens envolvidos em aventura solidária na Amazônia

Volutariado e espírito de serviço marcam presença de estudantes na AmazôniaManaus, Amazonas … [ASN] A palavra é solidariedade. Somada a uma experiência de aventura pelo Amazonas ela toma novas proporções. O nome que se deu a essa fusão foi Aventura Solidária, projeto desenvolvido pela Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais, ADRA Brasil, para 15 voluntários do Amazonas e de lugares como Pará, Paraná, Santa Catarina, São Paulo, Estados Unidos e Alemanha.

Nesse período das férias escolares, a ADRA promove viagens de uma semana para estimular o turismo social. É o momento onde quem tem espírito solidário abandona sua zona de conforto e se doa para auxiliar quem precisa. E as atividades realizadas nesse período permitem ao viajante atuar junto a uma comunidade local através de sua ação direta de voluntariado. Este ano, as comunidades ribeirinhas que vivem as margens do Rio Manacapuru, no Amazonas, receberam donativos e atendimentos de saúde além daqueles que já recebem periodicamente. As comunidades inclusas nesse roteiro foram Rosa de Sarom, Umari, Nova Esperança, Santo Antônio, Jacarezinho, Santa Maria, Dominguinho, Bararuá, Membeca, Cumã, Lua Nova, Beruri, Pupunha e Caviana.

Comunidades beneficiadas – O projeto começou efetivamente no domingo, 22 de julho, na comunidade Rosa de Sarom, onde a ADRA já assiste com frequência. Outras 12 comunidades estão no roteiro dessa expedição de solidariedade até o dia 29. Os voluntários são em sua maioria da área de saúde, atuando, principalmente, os médicos, enfermeiros e dentistas – sendo acadêmicos e profissionais. Porém, carreiras como engenharia e administração também ganharam destaque nessa missão. Enquanto os ribeirinhos foram atendidos pela equipe de saúde, os voluntários dessas outras áreas se responsabilizaram pelo mapeamento das comunidades a fim de terem noção espacial do trabalho, além de desenvolver vigilância epidemiológica – importante instrumento para o planejamento, organização e operacionalização dos serviços de saúde.

Os ribeirinhos das comunidades assistidas foram atendidos por médicos, fisioterapeutas, dentistas, receberam medicamentos, aprenderam a ter uma correta higiene bucal e foram orientados sobre hipertensão, asseio, doenças sexualmente transmissíveis, vigilância sanitária e sobre os oito remédios da natureza. As famílias ribeirinhas atendidas receberam kits de higiene contendo sabonete, creme dental, escova de dente, shampoo, condicionador, papel higiênico, entre outros produtos.

O projeto – Aventura Solidária é um programa dinâmico que permite dar um salto quântico nas relações e, nesse sentido, os voluntários são convidados a rever conceitos e inseri-los em um projeto que tem a intenção de fomentar o diálogo singular entre diferentes culturas, o que serve para aproximar as populações e estreitar laços que não serão quebrados. Para o cientista social e também estudante de biologia, Ismahyn Carvalho, que está participando dessa edição do projeto, “a partir do momento que se tem contato com o diferente você melhora como indivíduo. Mas não basta apenas isso. Garantir o bem estar de comunidades como essa depende de todos nós. Temos esse dever porque um dia o estilo de vida deles foi influenciado pelo nosso”, concluiu.

Não dominar a língua portuguesa não é problema para participar dessa Aventura Solidária. Cornélia Murh, estudante de farmácia, é alemã e conheceu o projeto através do Site da ADRA. Cadastrou-se, passou pela triagem e foi selecionada para participar. Mesmo com uma pequena dificuldade em comunicar-se verbalmente ela atuou na organização e distribuição de medicamentos. Foi a primeira visita de Cornélia ao Brasil que estranhou apenas as altas temperaturas, mas aprovou a iniciativa da ADRA. “É diferente, existe um choque cultural, mas já esperava encontrar essa realidade. Tudo é muito organizado, tivemos a reunião para definir as funções de cada participante e fluiu como planejado”, comentou a voluntária.

A Aventura Solidária é uma expedição não apenas pelo interior do estado, mas também é uma jornada ao âmago da responsabilidade social de cada um e possibilita aos voluntários participar de um projeto de desenvolvimento concreto com ações sociais de impacto sustentável, que certamente deixarão marcas na vida destas comunidades, muitas vezes isoladas e esquecidas. Os visitantes podem interagir com as populações locais, ensinar e aprender com elas, tudo isso em uma viagem de uma semana em favor do próximo. [Equipe ASN, Jeane Barboza]

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