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Sírio Libanês homenageia clube adventista de doação de sangue

 

Ação ocorreu no dia mundial do doador de sangue.São Paulo, SP…[ASN] O dia mundial do doador de sangue foi lembrado com alegria e comemoração para os 6.500 integrantes do Clube ADV, predominantemente composto por jovens adventistas. Isto porque, na última quinta-feira, dia 14, o hospital Sírio-Libanês homenageou os doadoresdo Clube, que já contribuiu com 3 mil doações ao hospital.

Durante a cerimônia o diretor do banco de sangue – que também é presidente da Sociedade Internacional de Transfusão de Sangue, ISBT, com sede em Amsterdam, na Holanda – proferiu algumas palavras e agradecimento pela ação solidária. “Um único grupo realizar 3 mil doações ao hospital é como se eles fossem responsáveis por três meses inteiros do suprimento sanguíneo deste hospital, o que é algo realmente importante”, avaliao doutor Silvano Wendel.
A Igreja Adventista como instituição também recebeu menção dada a frequência de doadores ao banco de sangue. Doadores estes que não se destacam apenas pela regularidade, mas também pela qualidade do material sanguíneo. De acordo com o hospital normalmente cerca de 30% dos grupos que comparecem ao local não podem efetivar a doação. Nos grupos adventistas, o índice é de apenas 5%. “Os doadores adventistas são pessoas saudáveis, são doadores de repetição, têm um sangue seguro e eles doam duas vezes por ano aqui com a gente”, declara Alania Russo, coordenadora de captação de doadores do hospital Sírio-Libanês.
Solidariedade corre na veia – Alémdas premiações a grupos, o Hospital também agradeceu e homenageou doadores específicos que já registraram 25, 50, 100 e até mesmo 150 doações ao banco de sangue local. Neste hospital, apenas uma pessoa alcançou o índice de 150 doações. Foi o engenheiro mecânico José Custódio da Matta, que começou a ação a partir de uma necessidade de um parente e nunca mais parou. “Precisamos de mais ações para conscientizar e educar as pessoas para este ato”,avalia.
Alfredo Quiroz também tem registros de 150 doações combinadas entre plaquetas e sangue. “Minha veias foram todas furadas. Mas quando eu vejo as veias eu gosto porque imagino que devo ter salvado muitas vidas”, conta. A ação solidária de Quirozaconteceu nos cerca de 35 bancos de sangue atendidos pelo Clube em São Paulo. Ele fala sobre as razões que o impulsionam ao trabalho. “Eu fiz um pacto com meu sobrinho e este pacto me leva a decidir que cada dia eu tenho que dar muito mais de mim”, conta.
Saiba mais – O pacto mencionado por Alfredo está relacionado à história do Clube ADV. Ele surgiu a partir de uma necessidade de um sobrinho enfermo que precisou de transfusão. Infelizmente o sobrinho não resistiu à enfermidade e faleceu. Antes, porém, ele pediu ao tio que levasse adiante o projeto de criar um grupo de doação de sangue. O tio cumpriu a promessa e há 8 anos luta pela causa.
O Trabalho voluntário acontece em parceria com o Unasp, campus São Paulo. Atendendo diversos bancos de sangue da capital paulista, o Clube realiza doações previamente agendadas e preferencialmente aos sábados, conforme explica a vice-diretora Aruane Quiroz, esposa de Alfredo. “Para levar grupos de pessoas a cada semana temos líderes que movimentam estas pessoas. Como estes líderes já tem o trabalho de comunicação com os doadores nós damos o suporte de agendamento conciliando com uma lista de pacientes necessitados”. [Equipe ASN, Priscilla Stehling]

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