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Emoção e reencontros marcam reinauguração da Casa Publicadora Brasileira

 

Tatuí, SP…[ASN] A data de 16 de maio nunca mais será a mesma para a Casa Publicadora Brasileira e seus incontáveis admiradores. A reinauguração da editora foi mais que a ampliação de sua estrutura física, foi também a confirmação de um legado insubstituível: produzir e distribuir literatura cristã, educativa e de saúde, para promover o bem-estar físico, mental, social e espiritual do ser humano. “É com muita emoção e senso de urgência que continuamos o difícil trabalho iniciado pelos pioneiros. Mas, ficamos alegres ao ver que não só a mente, mas também o coração de cada servidor está preparado para terminar a missão por meio do ministério da página impressa. Dessa forma, esperamos que Cristo volte logo”, discursou José Carlos Lima, diretor da Casa Publicadora Brasileira.
 

A importância do evento deu-se ainda pelos convidados. Líderes da Organização Adventista de todo Brasil e também do mundo marcaram presença em mais uma das etapas históricas da instituição, que há 112 anos caminha de maneira progressista.

 

Erton Köhler, líder da Igreja Adventista do Sétimo Dia para a América do Sul, parabenizou a visão com a qual a direção da editora vem trabalhando. “Parabéns por vocês terem ido mais longe do que poderíamos imaginar. Nada disso seria possível, se aqui não houvesse uma administração visionária. Agora, eu os desafio a prosseguir olhando para o futuro, mantendo um grupo preparado, qualificado, dedicado e, acima de tudo, focado na missão. O maior diferencial da Casa é que seus servidores trabalham sabendo que estão cumprindo uma missão”, destacou.

 

Para o líder mundial da Igreja Adventista, Ted Wilson, a reinauguração da Casa Publicadora Brasileira representa muito para a igreja e para o mundo de modo geral. “Estou impressionado com o que vejo e profundamente emocionado com a forma como Deus guiou a editora ao longo do tempo. Do início sem recursos aos belos prédios de hoje, podemos ver a vontade de Deus se concretizando em todas as etapas. Obrigado por vocês realizarem um trabalho que apoia a igreja e proclama a mensagem do advento. Obrigado não só por imprimirem os livros, mas por distribuí-los também. Milhares de pessoas abrirão suas bíblias e encontrarão a salvação como resultado desse trabalho. A igreja mundial tem orgulho de vocês”, declarou.

 

O diretor de comunicação da igreja mundial, Williams Costa Jr., também parabenizou as novas conquistas da Casa Publicadora, que, segundo ele, contribuem, especialmente, em dois sentidos para a Igreja Adventista no mundo: “A Casa Publicadora Brasileira, além de usar a literatura cristã como ferramenta de comunicação, acelerando a propagação do evangelho, ela também é um exemplo de compromisso e qualidade institucional a serviço do crescimento da comunicação da igreja mundial”, garantiu.

 

As palavras quase faltaram para Wilson Sarli, ex-diretor da editora que, por duas vezes, assumiu sua liderança. Sob sua gestão foram tomadas importantes decisões, destacando-se a transferência da Casa Publicadora de Santo André para Tatuí. “A única coisa que me vem à cabeça, nessa hora, é a certeza de que Deus conduziu tudo até aqui”, afirmou.

 

Funcionários que se aposentaram na editora também não esconderam a emoção de reencontrar antigos colegas de trabalho, os quais se tornaram amigos de uma vida inteira. Eles se impressionaram com a expansão e modernização não só dos 24.500 m² reinaugurados, mas de todo o complexo, como disseram os irmãos Elias e Márcio Gabriel. Márcio Gabriel Ferreira, que se dedicou trinta e três anos ao setor de impressão, emocionou-se ao se lembrar de sua trajetória. “Comecei em Santo André. Depois, viemos para cá. Lembro-me de cada momento vivido. Sinto-me especial por ter feito parte do desenvolvimento da instituição.”

 

E Elias Gabriel Ferreira, seu irmão, conta: “Ver a editora se expandindo é algo maravilhoso. Foi o maior privilégio da minha vida poder trabalhar nela por mais de vinte anos. Privilégio ainda maior foi poder ser o primeiro funcionário daqui a montar uma Bíblia nos maquinários daquela época”.

 

Para Ruth Barbosa Pereira, o lugar que mais lhe chamou a atenção foi a nova recepção. E não é para menos, pois foi ocupando o cargo de recepcionista que ela escreveu sua história junto à Casa Publicadora. “A recepção da Casa Publicadora foi a minha segunda casa por trinta anos. Está tudo maravilhoso! É com alegria e muito orgulho que eu digo a todos que fiz parte do quadro de funcionários daqui. Pena que, na minha época, a recepção não era tão linda como a que estamos vendo hoje”, brinca ao relembrar.

 

Mesmo aos 91 anos, um dos mais importantes empresários brasileiros, Milton Afonso, membro e grande colaborador da Organização Adventista, falou do peculiar significado que a editora tem para ele: “Fui colportor há muitos anos. Em 1936, eu também vendi os livros produzidos por essa editora, ou seja, se ela não existisse, eu não teria começado a progredir na vida, estaria até hoje na minha pequena cidade no interior de Minas Gerais”.

 

Os depoimentos de quem participou dessa grande festa confirmam o que disse Erton Köhler a respeito da instituição. Ela não é uma simples empresa nem mais uma editora; antes, ela é uma igreja revestida de editora, cujo objetivo maior é iluminar o mundo, melhorando a vida das pessoas aqui, mas preparando-as para o maior acontecimento da história, a volta de Jesus.

 

Com um desejo paradoxal quanto à Casa Publicadora Brasileira, Köhler continuou: “Deus fez e continuará fazendo outros milagres da multiplicação nessa e por essa editora. Mas não se esqueçam de que, todo crescimento e desenvolvimento; que toda beleza e grandeza que hoje vemos não são para nos deixar mais tempo aqui. A melhoria da estrutura é para que os servidores tenham melhores condições de terminar a obra designada a cada um, e para que possamos ir mais rápido para o céu. Por isso, parabenizo a editora por tudo, mas desejo que ela tenha pouco tempo de vida aqui na Terra”.

 

Já o líder mundial da igreja, Ted Wilson, emocionado por estar prestes a repetir o ato de seu pai, Neal Wilson, que cortou a fita de inauguração da Casa Publicadora em Tatuí, vinte e sete anos atrás, concluiu sua visita fazendo um apelo comparativo entre a reinauguração da editora e o reavivamento espiritual: “Reinaugurar esse lugar instituído pela vontade e providência divina é uma excelente oportunidade para que façamos uma rededicação da própria vida a Deus”, finalizou. [Equipe ASN, Ágatha Lemos]

 

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