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Dia Mundial de Combate ao Fumo

Dia mundial de combate ao fumo

Dia mundial de combate ao fumo

São Paulo, SP… [ASN] Este era para ser um texto “leve”. Como você caro leitor, já pôde perceber, volta e meia nós escrevemos algumas crônicas sobre assuntos do cotidiano neste espaço do site. Como o dia 31 de maio é o Dia Mundial de Combate ao Fumo, nada mais pertinente do que escrever aqui sobre este tema, que de “leve”, não tem nada.

A verdade é que por mais que muitas campanhas e leis de combate ao uso do cigarro tenham sido criadas e executadas, o mal ainda mata cerca de 200 mil brasileiros todos os anos. Hoje 17,5% da população brasileira fuma, o que corresponde mais ou menos a 25 milhões de pessoas, sendo 60% homens e 40% mulheres. É muita gente, né? Estes dados são da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS).

O cigarro anos atrás era sinal de status, era até charmoso ver alguém fumando. As próprias propagandas – que na época eram legalizadas – eram as mais bem feitas no mundo da publicidade. Não me admiraria se muitos fumantes, para não falar a maioria, começaram a fumar para pertencerem a um grupo ou influenciados por tendências.

A maior parte das pessoas conhece ou tem na família alguém que fuma. Aqueles que chamamos carinhosamente por “chaminé”. Tenho certeza que se você conhece alguém assim, já deve ter alertado e orado muitas vezes para que esta pessoa pare, não é mesmo? As famílias são diferentes, mas os problemas são semelhantes, não há como fugir.

Meu pai, apesar de trabalhar na área de saúde e ser um excelente profissional, fumou durante muitos anos. Pode até parecer contraditório, mas boa parte de médicos e dentistas fumam e fumam muito, talvez pela correria e ansiedade que essas profissões exigem daqueles que a exercem.

Chegou um tempo em que ele estava fumando demais e eu comecei a ficar preocupada. Mandava cartas, orava em silêncio, mas nada dele largar o vício. Ele tossia muito forte e todas vezes que eu percebia, eu pensava: “Meu pai vai morrer por causa desta droga e eu não posso fazer nada”. Confesso que eu cheguei a pensar que ele nunca largaria o cigarro. Na verdade, eu tinha certeza e afirmava isso para as pessoas. Mesmo assim, nunca deixei de orar por ele.

Anos depois e, em virtude de um câncer no pulmão de um amigo próximo, ele resolveu parar e nunca mais voltou. Está com quase 63 anos, sente-se muito melhor e por incrível que pareça, não sente vontade de fumar quando vê alguém fumando. O que é muito comum em ex-fumantes, com ele aconteceu o contrário. Milagre de Deus? Por que não? Apesar de não ter religião, ele decidiu que queria ver o neto crescer e ter uma velhice plena.

Vale a pena orar e conscientizar quem você ama a largar o vício do cigarro. Neste dia 31 de maio, lembre e divulgue o combate ao fumo. [Equipe ASN, Isadora Schmitt Caccia]

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