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Valdeci Júnior

Valdeci Júnior

Reavivamento e Reforma

Reavivamento e Reforma é um espaço onde o autor vai tratar de espiritualidade que leva à prática, sobre a grande necessidade que as pessoas têm de buscar a Deus e depender Dele.

Reavivado e reformado na prática

Foto: Shutterstock

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Você é capaz de reconhecer um indivíduo reavivado e reformado em meio à multidão? Consegue perceber em seus atos, por meio do seu comportamento que tal pessoa teve seus momentos de devoção com Deus nas primeiras horas da manhã e cumpriu toda a cartilha de orar, ler a Bíblia, estudar a lição, ler a meditação matinal ou Espírito de Profecia, dentre outros?

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Isso tudo é muito importante e é a essência de todo cristão que busca ser mais semelhante a Jesus e conseguir obter vitórias e sucesso aqui neste mundo. Mas, a partir disso, surge a indagação da primeira pergunta deste texto relacionada a você, que está lendo minhas palavras. Se alguém encontrar com você na rua, vai perceber que você é um cristão autêntico? Se disser para o motorista do ônibus, a balconista da padaria, seu vizinho, seu chefe, colega de trabalho, professor, colega, etc. que você é cristão, tais pessoas acreditariam nisso baseados em seu jeito de ser?

Falar sobre reavivamento e reforma é uma teoria muito linda. Falei sobre isso durante todo este ano de 2016. E neste texto, em especial, gostaria de questionar até que ponto você tem buscado tal reavivamento e reforma com a sinceridade de todo o seu coração. Por exemplo, você tem buscado se submeter como criatura e reconhece que Deus é o Criador? Péra aí, pastor, como assim?

O que quero dizer aqui, meu amigo, é que você e eu podemos fazer bonito ao buscar fazer nossas disciplinas espirituais, mas podemos estar tão cheios de nós mesmos, com a nossa máscara de santidade, que não provoca efeito nenhum ou não tem nenhuma influência sobre os outros, lembrando que não há como não influenciarmos e não sermos influenciados.

Aqui há algo muito mais profundo, mais autêntico e verdadeiro. É uma realização completa de uma caminhada com Deus, onde você e eu, ao renunciarmos o nosso eu, teremos mais poder, afinal, a base para o verdadeiro sucesso com o Eterno é a renúncia do eu. Precisamos preencher os cantos vazios da nossa alma, esvaziar os cantos cheios de orgulho e autossuficiência, entregando minhas vontades nas mãos de Deus.

Um exemplo simples e básico seria, ao olhar para o guarda-roupa e perguntar: “Senhor, que roupa o Senhor quer que eu use hoje?” Ao tomar o desjejum, questionar: “Senhor, Tu estás feliz com aquilo que estou consumindo com o meu corpo, que é o Teu santuário, para alimentá-lo?” Ao chegar até no caixa do supermercado, você pode sorrir e dizer obrigada e desejar um bom dia ou boa noite?

O que eu gostaria que você entendesse, por meio das minhas palavras deste mês, é que, se não existir uma verdadeira transformação, apenas falar sobre reavivamento e reforma e tentar praticar, isso apenas como mera formalidade e não terá efeito nenhum na sua vida e tampouco na vida dos outros. A essência do ser é deixar de ser “eu” e passar a ser “Jesus” em mim.

Fico pensando em um personagem da Bíblia, o qual não sabemos muito sobre ele, mas o pouco que se sabe a seu respeito é tremendo. Lá em Gênesis 5:22 diz que “…Enoque andou com Deus 300 anos…” Diante disso, me pergunto: “Qual foi o diferencial de Enoque?” Talvez possamos pensar que, na época dele, o mundo não era tão mal como o é agora, mas se formos mais atentos, poderemos perceber que a maldade já enchia a Terra, tanto que ela seria destruída pelo dilúvio pouco tempo depois.

Em essência, o que, de fato, significa andar com Deus?

Em primeiro lugar, ande com os seus pensamentos voltados para Deus. Tudo começa com os pensamentos. A Bíblia diz: “Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai” (Filipenses 4:8). Isso inclui decidir andar com Deus.

Muitos sairão de férias nos próximos dias. Talvez, possamos correr o risco de tirarmos “férias de Deus”, mas não esqueça que é Ele quem nos dá o melhor: Sua doce presença. E se você não a tiver, inclusive nas férias, elas não serão tão prazerosas como poderiam ser. Quer ser feliz hoje e em qualquer dia da sua vida? Seja, de fato, amigo de Deus!

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