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Valdeci Júnior

Valdeci Júnior

Reavivamento e Reforma

Reavivamento e Reforma é um espaço onde o autor vai tratar de espiritualidade que leva à prática, sobre a grande necessidade que as pessoas têm de buscar a Deus e depender Dele.

O que pode estar bloqueando o reavivamento

O reavivamento está ao alcance daquele que busca se relacionar verdadeiramente com Deus

O que pode impedir a Igreja de receber o reavivamento? Dentre tantas coisas, um conjunto que abrange uma porção de “ismos”: legalismo, farisaísmo, fanatismo, ultra-conservadorismo, etc. E aqui faço uma ressalva: sou tradicional, conservador e denominacional. Logo, quando falo destes “ismos”, refiro-me a eles num extremo desequilibrado, um extremismo.

Falando em equilíbrio, fui procurado em off por alguém que criticava o artigo de setembro de 2015 aqui desta coluna. Ao falar em “adventismo relevante”, o texto reivindicava a necessidade de termos equilíbrio no que fazemos. E em seu e-mail, o internauta me questionava se Jesus procuraria esse “meio termo”. Fui tentado a responder-lhe perguntado se Jesus seria um desequilibrado. Mas resolvi explicar a ele a diferença entre ser como Jesus e como eram Balaão ou Saulo.

Observando a história do povo de Deus, podemos notar que assim como certos grandes períodos de seca espiritual se caracterizaram pela libertinagem[1], outros foram assinalados pela intolerância dogmática[2]. Trata-se daquele tipo de zelo doentio pelas regras da religião, mesmo que elas não tenham sentido, relevância, ordenança divina, princípio eterno, ou qualquer propósito redentivo. Nesse caso, observa-se a regra pela regra, e não a regra pelo ser humano.

Então, o que pode permitir a Igreja a receber o reavivamento? Óbvio. É a libertação disso, também, “pois a letra mata, mas o Espírito vivifica” (1Coríntios 3:6). Lembre-se do século 16 d.C. Reforma pode significar, também, a mudança de uma atitude que adote a misericórdia divina. Foi o que Cristo fez quando esteve aqui. Ele tanto viveu quanto repassou a graça, que resultou na santidade pura de Atos 2. Nesse caso, a Igreja é reformada da morte para vida.

O adventismo também já experimentou esse tipo específico de gangorra. Dentre outros, um grande exemplo marcante pontua-se no final dos anos 80 do século 19. Foi em 1887, quando a denominação respirava forte tendência legalista[3] que publicou-se o clássico apelo: “Um reavivamento da verdadeira piedade entre nós, eis a maior e a mais urgente de todas as nossas necessidades”[4]. E depois que a justificação pela fé, em 1888, entronou-se na denominação[5], em 1889 a Igreja experimentou um tipo de verdadeiro reavivamento[6].

E hoje? O que estamos vivendo? Por que temos avivamentos apenas parciais e pontuais? Será que o grande reavivamento escatológico, abundante, pleno e grandemente abrangente que esperamos não vem por estarmos vivendo os extremos do liberalismo ou do legalismo? Pode ser as duas coisas. Entretanto, para que o tão sonhado reavivamento aconteça, o apelo de Ellen White é para que cada um de nós possa “ir para Jesus”, assim como estamos, “confessar seus pecados, e lançar-se desamparados sobre nosso compassivo Redendor”.[7] O que tem sido mais importante entre nós? Os supostos regulamentos que criamos em nosso tradicionalismo, ou a “graça de vida (1 Pedro 3:7)”? O apelo é que corramos para o trono “da graça” (Hebreus 4:16).

Referências:

[1] Por exemplo, o que está referido em Juízes 2:11-19.

[2] Como mencionado em Mateus 24:23-27.

[3] Jean Zukowski, Kerygma, Engenheiro Coelho, SP, volume 7, número 2, p. 13–42, 2º sem. de 2011, páginas 31 e 35.

[4] Ellen G. White, Review and Herald, 22 de março de 1887, p. 177.

[5] Gerhard Pfandl, Mineápolis, 1888, Adventist World, edição 2010-1001, página 24.

[6] Shawn Brace, Atmosfera Celestial, Ministério, Julho-Agosto de 2015, página 12.

[7] Ellen G. White, Review and Herald, 26 de fevereiro de 1889, p. 130.

Algumas dicas que nosso colunista deixa nesse vídeo. Veja:

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