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Rafael Rossi

Rafael Rossi

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Ninguém merece ser estuprada

Moradora do Distrito Federal, a jornalista Nana Queiroz criou a campanha “Eu não mereço ser estuprada”, que já conta com mais de 44 mil adesões em um evento criado no Facebook. A manifestação foi criada na quinta-feira, 27 de março, quando o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) divulgou uma pesquisa que mostra que 65,1% dos brasileiros concordam, total ou parcialmente, que “mulheres que usam roupas que mostram o corpo merecem ser atacadas”.

Como forma de apoio ao protesto, milhares de mulheres e homens publicaram fotos nas redes sociais, com a frase que dá nome ao movimento, que ganhou apoio de celebridades e foi citado até pela presidente Dilma Rousseff.

A força da campanha aumentou quando muitas mulheres posaram nuas, cobrindo os seios com placas que diziam “Eu não mereço ser estuprada”. A polêmica em torno do assunto motivou-me a escrever sobre o tema.

Os abusadores sexuais podem ter qualquer idade, nacionalidade ou posição socioeconômica. É comum o infrator negar seu comportamento abusivo, recusar a ver suas ações como um problema, racionalizar seu comportamento ou pôr a culpa em algo ou alguém e esse por a culpa em alguém, no caso a vítima, é o que acendeu essa campanha.

A Bíblia condena o abuso sexual com os termos mais fortes. Ela considera um ato de traição e uma violação total da personalidade qualquer tentativa de confundir, manchar ou denegrir os limites pessoais, generativos ou sexuais pelo comportamento sexual abusivo. Veja mais em Gênesis 1:26-28; 2:18-25; Levítico 18:20; II Samuel 12:1-22; Mateus 18:6-9; I Coríntios 5:1-5; Efésios 6:1-4; Colossenses 3:18-21; I Timóteo 5:5-8.

A Bíblia condena o abuso de poder, autoridade, porque isso tem um impacto nos sentimentos mais profundos da vítima sobre si própria, os outros e Deus. Enfraquece sua capacidade de amar e confiar.

Um dos valores fundamentais que os seres humanos tem é a dignidade que é explicada por José Afonso da Silva em Curso de Direito Constitucional Positivo, pág. 30: “Dignidade humana é um valor supremo que atrai conteúdo de todos os direitos fundamentais do homem, desde o direito à vida”.

Cremos que os princípios da fé adventista requerem que estejamos ativamente envolvidos na manutenção da dignidade e na luta contra o abuso sexual nas suas mais variadas formas. Como adventistas, estamos também comprometidos em ajudar espiritualmente as pessoas que sofreram ou cometeram abuso sexual e suas famílias no processo de cura e recuperação, porque ninguém merece ser estuprada!

“Crede no Senhor vosso Deus e estareis seguros”. 2 Crônicas 20:20

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