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Rafael Rossi

Rafael Rossi

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Aborto: questão de escolha?

O primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, que no dia 8 de março discursava no encerramento do congresso do Partido Popular (PP) do país Basco, foi interrompido pelos gritos de um grupo de mulheres que protestava contra a reforma da lei do aborto.

As quatro mulheres, que tinham os rostos e as mãos pintadas de vermelho, estavam sentadas na plateia, entre os delegados do partido basco.

Quando o chefe do governo espanhol começou a discursar, o grupo de mulheres começou a gritar frases de ordem como “Aborto ilegal, violência estatal” ou “Nosso corpo, nossa decisão”.

Em reação, alguns delegados do PP basco gritaram “sim à vida” e começaram a aplaudir. Um elemento da equipe de segurança do partido retirou as ativistas da sala, que não resistiram.

A questão do aborto está cada vez presente pela divergência de opiniões entre os cristãos. Existem líderes e movimentos religiosos que apoiam e os que não o fazem. Para essa discussão, quero deixar um verso bíblico escrito por Paulo em Romanos 12:2, o texto da Palavra de Deus nos diz assim: “E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.”

Em primeiro lugar, aborto não é uma questão religiosa, mas uma questão científica, especificamente biológica. A biologia comprova com farta documentação que a vida começa na concepção, e ela é contínua, quer intra ou extrauterina até a morte. Ou seja, a vida começa na concepção e isso significa que aborto é matar uma vida! A diferença entre o óvulo fecundado e você é o tempo e a nutrição.

O embrião é um ser humano, porque na sua evolução ele não pode se tornar outra coisa a não ser pessoa. Nenhum corpo vivo pode se tornar pessoa a não ser que já seja pessoa. Ser e humanidade são características inatas, não são adquiridas. Nenhum ser humano é mais humano do que outro.

Está geneticamente comprovado que o feto é independente da mãe desde a concepção. Ele possui olhos, ele possui boca, possui ouvidos, órgãos genitais, impressões digitais diferentes da mãe. Ou seja, o feto não é um prolongamento do corpo da mãe e assim caberia a ela a decisão de continuar ou matar essa nova vida que gerou-se.

Há alguns anos, assisti um filme produzido por um médico que praticou dezenas de abortos nos Estados Unidos.  Um dia, ele usou uma câmera para filmar o aborto que iria fazer. Ele não conseguiu ver até o final e nunca mais fez nenhum tipo de aborto. O nome do filme é O Grito Silencioso.

É o aborto um procedimento seguro para a mulher? Muitas consequências são frutos de abortos:

  • Perfuração do útero;
  • Sangramento que requerem transfusões.
  • Ruptura do colo do útero, com impacto desconhecido sobre a capacidade do colo em alguma gravidez subsequente;
  • Acidentes ligados à anestesia;
  • Doença inflamatória pélvica e possível infertilidade decorrente;
  • Perfuração da vesícula;
  • Perfuração do intestino;
  • Retenção dos restos ovulares;
  • Anemia;
  • Peritonite
  • Gravidez tubária não detectada;
  • Embolia pulmonar (obstrução da artéria pulmonar);
  • Tromboflebite venosa (inflamação de uma veia que se desenvolve antes de um coágulo sanguíneo);
  • Depressão;
  • 9 vezes mais propensão ao suicídio do que a outras mulheres;
  • Alto risco de infecção;
  • O risco de aborto espontâneo no segundo trimestre da gravidez aumenta dez vezes após um aborto vaginal.

Entre outros. Mais há um mais que quero ressaltar. É o peso psicológico profundo na consciência de uma mulher que abortou. Depoimentos que reforçam isso são facilmente encontrados, como por exemplo o de Luiza Brunet, em entrevista à Revista Veja de 28 de janeiro de 2009: “Eu tinha apenas 17 anos, era recém-casada e começava a despontar como modelo, quando engravidei. Sonhava em ser mãe. Sempre fui contra a liberação do aborto, mas não podia levar aquela gravidez adiante. Eu era responsável pelo sustento de toda a minha família. Não sofri nenhum dano físico, mas carregarei para sempre as marcas psicológicas daquele aborto.”

Deus considera o feto como ser humano como encontramos no Salmo 139:13-16:

“Pois tu formaste o meu interior, tu me teceste no seio de minha mãe. Graças te dou, visto que por modo assombrosamente maravilhoso me formaste; as tuas obras são admiráveis, e a minha alma o sabe muito bem; os meus ossos não te foram encobertos, quando no oculto fui formado e entretecido como nas profundezas da terra. Os teus olhos me viram a substância ainda informe, e no teu livro foram escritos todos os meus dias, cada um deles escrito e determinado, quando nem um deles havia ainda”.

Deus se relaciona com a vida intrauterina. Utilizam-se pronomes pessoais para o feto. Jeremias 1:5 – eu te conhecia antes do ventre da sua mãe. E antes que você saísse da madre te santifiquei às nações. Isaías 49:1 – Isaías, ele dizendo, eu fui escolhido desde o dentre da minha mãe, e nas entranhas da minha mãe, Ele fez conhecer o meu nome.

A vida é um dom de Deus. Atos 17:25 e 28, diz: “Porque d´Ele provém a vida e por Ele vivemos, nos movemos e existimos”.  Ezequiel 18:4, o nosso Deus diz: “Tanto a alma do Pai, como a alma do Filho são minhas”. Salmos 24:1 diz: “Do Senhor é a Terra a Sua plenitude o mundo e o que neles habitam”

O ser humano pertence a Deus, a vida é um dom de Deus. E cabe a Deus ter a soberania e a autonomia de interromper a vida. Precisamos celebrar a vida e não a morte. “Crede no Senhor vosso Deus e estareis seguros”.  2 Crônicas 20:20

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