Notícias Adventistas

Paulo Coelho

Paulo Coelho

Finanças em dia

Dicas, orientações e conselhos sobre como manter as contas pessoais em dia levando em conta a Bíblia.

Para que poupar?

Foto: Shutterstock

Outro dia me perguntaram por que precisamos poupar. Essa indagação me fez refletir que sem reconhecer a necessidade de poupar, não haverá motivação para fazê-la. E quando surgir o interesse, onde deveria investir meus recursos?

Leia também:

Antes de responder estas perguntas, vamos ao texto de Provérbios 6:6, que nos diz: “Observe a formiga, …reflita nos caminhos dela e seja sábio.” Outro dia, assistindo a um documentário sobre formigas, vi que esses pequenos insetos trabalham na primavera, no verão e no outono transportando recursos do meio externo para o interior do formigueiro. Quando chega o inverno, elas não trabalham mais na captação de materiais do ambiente externo. Segundo os biólogos, as formigas levam para dentro do formigueiro todo o mantimento possível para sustenta-las por ocasião do inverno. Imagino que Salomão, ao escrever o provérbio sobre as formigas, pensou em qual seria o inverno da vida humana? Os seres humanos têm um ciclo de vida com diversas fases, e o inverno normalmente começa para o ser humano quando a força laboral se esvai. Ele pode chegar, no entanto, inesperadamente por meio da perda do emprego, da incapacidade laboral por problemas de saúde pessoal ou de algum dependente. Aqui a história das formigas nos dá a razão para poupar, pois o sábio tem consciência de que o inverno vai chegar.

A partir desta conclusão, precisamos responder à segunda pergunta sobre onde poupar. Não é fácil ou simples responder a isso, pois cada pessoa tem uma sensação de segurança diferente da outra e essa sensação é que define onde poupar ou investir. Para exemplificar, veja a história que aconteceu comigo e com um primo de minha esposa. Esse primo planta soja e investe alguns milhões anualmente no tal cultivo. Na época, eu trabalhava como diretor administrativo e de investimentos de um fundo de pensão. A história ocorreu quando as famílias se encontraram para festejar o Natal. Começamos a falar sobre investimentos e os riscos que envolve cada um deles. Ele começou a falar dos riscos da agricultura: muita chuva, pouca chuva, chuva na hora de plantar, falta de chuva na hora que o grão precisa maturar, chuva em excesso na hora da colheita. Vou ficar apenas com a variável da chuva ou a falta dela, pois na agricultura existem muitas outras como: pragas, qualidade do solo e das sementes, luz solar, etc. Fiquei perplexo em saber que ele corria riscos que são incontroláveis pelos seres humanos e fiz a pergunta: você já pensou em fazer um hedge?

– O que é isto?, ele perguntou.

– Compartilhar o risco, respondi.

– Mas, neste caso, também vou compartilhar meus lucros, disse ele!

Percebam a diferença de percepção entre mim e o primo de minha esposa. Para ele, era tudo ou nada. Para mim, poderia ser que ganhasse menos, mas se houvesse uma seca ou período longo de chuva, não assumiria todo o prejuízo sozinho.

Assim se dá com cada investidor. A percepção de risco, o conhecimento que se tem sobre determinada área ou a promessa de ganho, é que vai definir qual o melhor investimento a ser feito, quer seja em imóveis, renda fixa ou renda variável.

Nos próximos meses, vamos falar um pouco mais sobre os três grandes segmentos de investimentos e quais as características de cada um. Então você poderá ver qual deles se adequa a seu perfil. Até o mês que vem.

Quer saber mais sobre investimentos? Veja esse vídeo:

Veja Também


Comentários

WordPress Image Lightbox