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Paulo Coelho

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Onde investir

Foto: Shutterstock

Sempre que dou palestras sobre investimentos ou finanças pessoais, vem a pergunta: Onde devo investir? A resposta passa pelo que chamamos de gosto ou apetite pelo risco. Basicamente, temos três grandes segmentos de investimentos. São eles: renda fixa, renda variável e imóveis, e cada um deles apresenta seus riscos característicos. Para tomarmos a decisão de investir precisamos conhecer os segmentos e quais os riscos e oportunidades que oferecem.

O que são?

A renda fixa se subdivide em dois grandes grupos, os pós-fixados e os pré-fixados, e tem seu lastro nas emissões de títulos públicos e crédito privado. Como o próprio nome diz, renda fixa consiste na contratação de uma rentabilidade por um período determinado, ou seja, você sabe quanto vai receber no final do período do investimento.

Na renda variável, por sua vez, o investidor não sabe a rentabilidade futura, pois apenas tem uma expectativa de lucro, mas esta pode ser superada ou mitigada. Este tipo de investimento se concentra na Bolsa de Valores de São Paulo, mas encontramos outros tipos de renda variável não listado em Bolsa, como as Private Equity.

O investimento mais popular no segmento de imóveis é a casa ou apartamento. São investimentos em que o aluguel passa a ser a rentabilidade mensal do investimento, e a valorização do imóvel, um plus deste investimento. Dentro deste segmento existem, ainda, os imóveis comerciais. Normalmente, neste tipo de imóvel observa-se uma menor vacation (tempo em que o imóvel fica desocupado, sem render o aluguel) comparada ao imóvel residencial.

Riscos e oportunidades

O investimento mais conhecido da renda fixa é a poupança. Quem nunca ouviu falar sobre ela? Vamos analisar se o investimento na poupança não oferece risco como a maioria das pessoas imagina. A poupança, em 2016, obteve rendimento acumulado de 8,30%. A inflação (IPCA) do mesmo período foi de 6,40%, portanto, o ganho real foi de 1,90% para o período.

Vamos comparar com outros tipos de investimentos, também do segmento de renda fixa, para termos um comparativo.

IMA-B (índice composto por títulos denominados Notas do Tesouro Nacional (NTN-B)). Rentabilizou, em 2016, 24,8%. Descontando 15% de IRRF, temos um ganho real de 14,68%.

CDI (Cédula de depósito interbancário). Embora não existam títulos emitidos por este índice, ele é um referencial muito comum para comparação entre os investimentos de renda fixa. A rentabilidade em 2016 foi de 14%, descontando 15% de IRRF, temos um ganho real de 5,5%.

CDB (Cédula de depósito bancário). Título emitido pelo banco, sendo um investimento muito oferecido pelos gerentes. Obteve rentabilidade média de 12% em 2016. Descontando os 15% de IRRF, temos ganho real de 3,8%. Este investimento vai render menos ou mais, dependendo do banco emissor. Como o risco está em quem emite o título, é muito importante saber de qual banco é o CDB que você vai investir.

Fizemos a análise de um índice financeiro e de três tipos de investimentos em renda fixa. O que difere um do outro é a duração do investimento (tempo transcorrido entre o investimento, compra do título e o desinvestimento, que é a venda do mesmo). Sendo assim, cabe uma pergunta: por quanto tempo posso deixar meu dinheiro investido? Isso determinará o custo de oportunidade que é possível obter.

Pense e deixe suas finanças em dia.

Mês que vem vamos falar sobre a renda variável. Não deixe de ler!

 

Fonte dos índices e rentabilidades: Jornal Valor econômico de 29/12/2016

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