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Michelson Borges

Michelson Borges

Ciência e Religião

As principais descobertas da ciência analisadas do ponto de vista bíblico.

A partícula sem Deus

particula-sem-deusO mundo científico ficou agitado três anos atrás. O Centro Europeu de Pesquisas Nucleares (Cern) anunciou, em Genebra, Suíça, a descoberta de uma partícula totalmente nova identificada como bóson de Higgs, entidade subatômica cuja procura durava quase 50 anos e que também ficou conhecida como Partícula de Deus. A nova partícula apresentou, em primeira análise, características de massa e comportamento previstas para o bóson de Higgs pelo chamado Modelo-Padrão, a “tabela periódica” da física das partículas.

A matéria sobre o bóson, publicada num site brasileiro de divulgação científica, termina assim: “Sejamos gratos aos cientistas que descobriram mais uma parte misteriosa da natureza sem a qual nada do que conhecemos hoje existiria, nem sequer nós mesmos.” Assim, atribuem a criação do Universo a uma partícula, não ao Criador de todas as partículas. O site agradece aos cientistas e à partícula, apenas. Por isso, o certo seria chamá-la, do ponto de vista dessas pessoas, de Partícula Sem Deus.

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A importância do bóson de Higgs, segundo os físicos, está em sua capacidade de conferir massa às demais partículas. É mais ou menos como uma pessoa que nada em uma piscina e sai dela molhada. As partículas, ao atravessar o “mar de bósons de Higgs”, saem dele com massa. Como isso acontece? Aí você terá que perguntar a um físico. De qualquer forma, a despeito das interpretações filosóficas, as pesquisas realizadas no LHC (Grande Colisor de Hádrons) têm sido muito importantes para entender o mundo das partículas subatômicas.

O press release sobre a descoberta procurou arrefecer um pouco os ânimos. Diz o texto: “O próximo passo será determinar a natureza precisa da partícula e seu significado para nosso entendimento do Universo. […] Toda a matéria que podemos ver parece não ser mais de 4% do total. Uma versão mais exótica da partícula de Higgs pode ser uma ponte para entender os 96% do Universo que permanecem obscuros.”

Podemos ver apenas 4% da matéria do Universo. 96% dele permanecem como um mistério para os cientistas. Isso nos dá uma ideia do quão pouco conhecemos sobre o Universo e a realidade que nos rodeia, e deveria inspirar muita humildade nos cientistas.

A descoberta do bóson tem 4,9 sigmas de significância. Esses “sigmas” medem a probabilidade dos resultados obtidos. O valor de 4,9 sigmas representa uma chance menor que um em um milhão de que os resultados sejam mera coincidência. Por isso, os cientistas consideram esse número como uma confirmação da descoberta.

Curiosamente, as chances de que o Universo (com suas leis e constantes finamente ajustadas) tenha “surgido” por acaso e de que a vida tenha “aparecido” a partir de matéria inorgânica são ainda menores do que uma em um milhão. Mas os cientistas evolucionistas encaram essa improbabilidade como fato!

Vídeo com mais detalhes feito pelo colunista:


Acaso?

Resumo da ópera: é muitíssimo improvável que o Universo tenha surgido por acaso e conhecemos muitíssimo pouco desse Universo (4%). Logo, não deveríamos excluir a possibilidade de design inteligente na criação do cosmos. Se os números e as evidências factuais não nos falam contrariamente a essa conclusão, o naturalismo se trata unicamente de uma filosofia adotada por qualquer outro motivo que não o que seria oferecido pela ciência experimental.

Entender as partículas – e tudo o que nos rodeia – é uma aventura e tanto do conhecimento e é algo que deve sempre ser estimulado e promovido. Mas por que negar, com base em opiniões e vontades, a existência do Criador das partículas e do Universo?

Há duas semanas, tive a oportunidade de visitar o Cern. Guiado por um físico que trabalha lá, pude observar as instalações, o centro de controle e assistir a vídeos explicativos. Além disso, pude fazer algumas perguntas e constatar que o equipamento é realmente tremendo! Cerca de dez mil cientistas de cem países estão envolvidos em pesquisas relacionadas ao LHC. Cada colisão de partículas feita ali gera dados que ocupam os processadores de computadores por muitos e muitos meses. As descobertas têm beneficiado a área médica, por exemplo, e, principalmente, ampliado a compreensão dos físicos em relação à constituição da matéria e da energia.

Empreendimentos como o LHC revelam a grande curiosidade com que o Criador dotou o ser humano. Não nos contentamos com a simples realidade de acordar todas as manhãs, trabalhar, estudar, pagar contas, nos divertir, reproduzir e, depois de alguns poucos anos, morrer. Queremos saber. Queremos sondar o Universo que nos rodeia. O aqui e agora não nos satisfaz. Sabe por quê? Porque fomos criados com o anseio pela eternidade (Eclesiastes 3:11). Assim, religiosos e cientistas buscam a mesma coisa, só que uns e outros nem sempre se dão conta disso e, às vezes, seguem por caminhos diferentes.

No início e no fim de todas as coisas está o Criador das partículas, esperando que Seus filhos cheguem à conclusão de que foi Ele que os trouxe à existência e quer viver para sempre com eles.

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