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Michelson Borges

Michelson Borges

Ciência e Religião

As principais descobertas da ciência analisadas do ponto de vista bíblico.

Como falar de criacionismo

Para muita gente, criacionismo não passa de religião. Outros consideram que Deus não existe. Assim, o criacionismo seria uma ilusão. Teriam eles razão? Primeiramente, é interessante mostrar para o cético o que é o verdadeiro ceticismo. Não considero o ceticismo uma coisa totalmente negativa. Um dos doze discípulos era ligeiramente cético e Jesus não o repreendeu por isso. Esse era Tomé. Ele buscava experimentar por si mesmo aquilo que os outros falavam. A melhor forma de apresentar o criacionismo é convidar o cético a ser cético de verdade; questionar tudo e buscar evidências que sejam sólidas para sua cosmovisão. O criacionista tem bastantes evidências para apresentar: atualmente muitas descobertas da biologia molecular apontam para o design inteligente da vida. A arqueologia bíblica está aí ajudando a desencavar o pano de fundo histórico das Escrituras. Então, mostre os fatos e deixe que os céticos tirem suas próprias conclusões.

A complexidade da vida fala em favor do criacionismo. Os próprios darwinistas confirmam essa complexidade. Por exemplo, Richard Dawkins, no livro O Relojoeiro Cego, diz que o núcleo de uma ameba tem tanta informação quanto todos os 30 volumes da Enciclopédia Barsa. Toda forma de vida, desde a mais “simples” até a mais complexa, revela que houve planejamento. E todo mundo sabe que informação complexa e específica simplesmente não surge do nada.

Há os que dizem que o criacionista tem a mente fechada, mas, na verdade, ele abre a mente para o natural e o sobrenatural (afinal, o mundo natural e as leis naturais não podem ser a causa deles mesmos), enquanto os naturalistas fecham a mente para o sobrenatural e ficam diante de um dilema: Como tudo passou a existir a partir do nada? A verdade é ampla e deveria ser buscada de maneira igualmente ampla.

Se quiser dialogar de maneira construtiva com os naturalistas, o criacionista precisa compreender o que é ciência. É importante saber diferenciar a ciência experimental da ciência histórica. Por exemplo, quando se fala da origem da vida, as pessoas acham que isso é ciência experimental, mas não é, porque não é possível demonstrar em laboratório como a vida “surgiu”. Como testar algo que não se sabe como aconteceu? Simular um suposto “ambiente primordial” sem que haja a certeza de que foi nele que tudo teve início não é ciência, é suposição.

Se o criacionista entender o que é ciência, fica mais fácil dialogar com o darwinista.

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