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Márcia Ebinger

Márcia Ebinger

Desafios em Família

Os dilemas da família moderna e como superá-los.

Independência ou morte…para os filhos!

No mês de setembro, mais especificamente no dia 7, comemoramos a independência do Brasil. O grito “independência ou morte” ficou famoso e se perpetuou ao longo da História. Seu eco chega até nós hoje.

O dicionário diz que independência é a desassociação de um ser em relação a outro, do qual dependia ou era por ele dominado. É o estado de quem ou do que tem liberdade ou autonomia. Fácil falar desse assunto quando o foco é a independência do Brasil, por exemplo, mas, parece que tudo fica mais complicado quando pensamos na independência dos filhos!
O certo é que mais cedo ou mais tarde todos devem “cuidar do seu próprio nariz” e esse dia vai chegar para os nossos filhos também. Chega um momento em que eles têm que abrir asas e voar. E é nessa hora que nosso papel deve ser semelhante ao das aves que são mães e pais.

Veja como atuam as águias por exemplo. Elas fazem seu ninho bem no alto de um pico rochoso. Abaixo, somente o abismo e em volta o ar para sustentar as asas dos filhotes. A águia mãe leva os filhotes para a beira do ninho. Neste momento seu coração acelera com emoções conflitantes. Apesar da dor a águia mãe sabe que aquele é o momento e que é necessário que seja assim. Ela completa então sua missão dando um vigoroso empurrão em cada filhote para que caiam no abismo e aprendam a voar.

A águia sabe que enquanto seus filhotes não descobrirem suas asas, não entenderão o propósito de sua vida; enquanto não aprenderem a voar, não compreenderão o privilégio que é nascer águia; sendo assim o empurrão é o maior presente que ela pode oferecer a eles. Mas sua parte não termina aí, pois, se a águia mãe percebe que seu filhote não conseguiu descobrir como voar, ela salva seu pequeno a poucos metros do solo.

Precisamos ser como essas águias, e tirar nossos “filhotes” do comodismo. Eles precisam conquistar seu próprio espaço e se libertar do medo. Precisam alçar voo com responsabilidade. Nesse contexto nosso papel é, em primeiro lugar, ser bons exemplos para eles e, depois, ser incentivadores de uma independência saudável.

Inicialmente, quando ainda são pequeninos, podemos dar a eles pequenas responsabilidades (segurar a mamadeira sozinho, quando ele já tem condições; comer sozinho; guardar os brinquedos; guardar as roupas e sapatos, etc.); essas tarefas devem aumentar, com o passar do tempo, em quantidade e em grau de dificuldade. Além disso, é preciso dar a eles responsabilidades sociais e manter diálogo aberto sobre temas variados para que eles desenvolvam um senso crítico sobre os diversos assuntos e saibam separar o que é correto do que não é.

Nem sempre é fácil colocar essa teoria em prática, mas nessas horas devemos nos lembrar de Deus, o nosso Pai, que como águia cuida de nós e de nossos filhos. Na Bíblia está escrito: “Como águia desperta a sua ninhada e voeja sobre os seus filhotes, estende as asas e, tomando-os, os leva sobre elas, assim, só o Senhor o guiou” (Deuteronômio 32:11 e 12). E ainda tem mais, em Êxodo 19:4, falando com Moisés, Deus diz de que maneira Ele havia cuidado do povo de Israel. Esse cuidado se estende até nós, hoje: “Tendes visto o que fiz aos egípcios, como vos levei sobre asas de águia e vos cheguei a mim”.

Pra concluir, a receita certa fica assim: nossos filhos precisam aprender a ser independentes na vida? Sim, precisam. Mas todos nós precisamos aprender a ser totalmente dependentes de Deus. Se existe uma dependência saudável é essa aí!

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