Notícias Adventistas

Karyne Correia

Karyne Correia

Mente Saudável

Os cuidados para se ter uma vida mentalmente saudável.

O que você deseja afeta o que você faz

Que pela Internet circulam milhares de notícias falsas, creio que todos (ou quase todos) sabem. Agora, se todos conseguem identificar que a notícia é falsa, isso já é outra questão. Não vou falar aqui sobre como identificar se uma notícia publicada na internet é falsa ou não. Isso é assunto para a coluna do meu amigo Carlos Magalhães. Gostaria de falar sobre como nossa mente trata essas informações.

Recentemente, recebi de alguém o link de uma notícia cujo título me fez questionar se aquilo era real ou não. Se você recebesse a notícia, por exemplo, de que a presidente Dilma abriu mão da presidência, a seriedade do assunto lhe levaria a pesquisar se aquela informação era verdadeira? E se você lesse que o preço da gasolina abaixou, ficaria feliz ou duvidaria?

Bem, a pessoa que me enviou a notícia estava certa de que aquilo era real. Como se tratava de algo sério, eu consultei imediatamente algumas pessoas que poderiam me confirmar a veracidade (ou falsidade) da notícia. E ela era falsa! Então, disse a quem me enviou o link que a notícia era falsa, mas ele insistiu que era verdadeira e me apresentou evidências para isso. Depois, olhando com calma o corpo da notícia, vi que o próprio autor revelava ao final que ela era falsa. Mesmo assim, meu amigo demorou a acreditar.

Tendemos a ver o mundo de acordo com o que desejamos (você pode ler aqui um pequeno resumo sobre estudos acerca disto).

Aquilo que desejamos afeta a forma como entendemos a realidade e agimos. É mais conveniente acreditar naquilo que confirma nossos desejos do que acreditar naquilo que se opõe a eles. Isso ocorre em todas as esferas. Talvez você não acreditaria em qualquer notícia que parecesse concordar com suas expectativas, mas em outras situações esse efeito do desejo sobre a percepção pode acontecer com você. Você já deve ter visto alguém defender que algumas reformas espirituais não são exatamente como se prega, afinal de contas se elas forem exatamente como são pregadas, então essa pessoa precisa abandonar alguns hábitos. Também já pode ter conhecido uma moça que, apesar de ter um namorado infiel, acredita piamente que ele a ama e nunca a trairia. Já deve ter ouvido alguém defender uma teoria que lhe convém com base em uma ou outra suposta evidência enquanto tantas outras evidências reais, que provam o contrário, são desconsideradas. Meu amigo Michelson Borges deve entender bem esse último exemplo.

Nós nos sabotamos e precisamos tomar muito cuidado com isso! Muitos objetivos que meus pacientes deixaram de alcançar ao longo de suas vidas não foram alcançados devido a esta auto-sabotagem. Isto fica muito claro quando se tratam de pacientes que estão em acompanhamento psicológico para perda de peso. Pensamentos sabotadores parecem brotar a cada segundo. São pensamentos que diminuem a importância de se comer alguns alimentos e abster-se de outros, que geram justificativas para não fazer a atividade física como deveria, para não dormir na hora adequada, não beber a quantidade de água que o corpo carece. Ideias que nos fazem permanecer em nossa zona de conforto, longe de tantas coisas boas que poderíamos alcançar!

De que forma você tem se sabotado? A que ideias você está apegado? Por que é mais confortável, ou interessante pensar desta forma? A longo prazo (incluindo a eternidade), isto continua sendo interessante? Pense um pouquinho a respeito!

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