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Karyne Correia

Karyne Correia

Mente Saudável

Os cuidados para se ter uma vida mentalmente saudável.

Mudança de carreira

 

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A humilde rotina dos deveres que as mulheres deve ser encarada como obra grandiosa e nobre

Há alguns anos atrás conheci uma excelente psicóloga do ramo de recrutamento e seleção. Na época eu era estagiária de Psicologia em uma multinacional e ela era prestadora de serviço para o departamento em que eu trabalhava. Certo dia, recebi a notícia de que ela havia saído da área de recrutamento e seleção, para atuar em outro ramo de negócio. Na verdade, ela havia saído da área da Psicologia e estava abrindo uma empresa de doces para casamento. Você pode imaginar que as pessoas não entenderam muito bem este abandono da carreira. Contudo, ela parecia feliz!

Hoje em dia parece que se tornou mais aceitável que alguém abandone a carreira para a qual se preparou academicamente e empreenda um negócio próprio em outra área. Ou até mesmo volte para a faculdade para cursar uma nova graduação e mudar sua área de atuação. Estamos vivendo um momento em que a combinação “carreira e felicidade” é desejável. Desta forma, se é para ser feliz, não há problema abandonar tudo e começar do zero uma nova carreira profissional. Isso é muito bom! Alivia o peso daqueles que sofriam por se sentirem obrigados a trabalhar com algo que não os realiza, apenas porque se formaram naquela área.

Há cerca de três anos, atendi uma moça que vivia um sofrimento deste tipo. Havia se formado em Direito, mas desejava atuar em uma área completamente diferente. Depois de duas conversas ela decidiu fazer a prova do vestibular para a nova área profissional. Passou, e hoje está feliz, estudando aquilo que pretende exercer como profissional.

Apesar de a sociedade aceitar melhor, hoje em dia, histórias como a dessa moça formada em Direito e a da psicóloga que citei, há ainda uma mudança de carreira que gera certo preconceito. Refiro-me à troca da carreira profissional pela carreira doméstica.

Há poucos dias li uma matéria sobre mulheres de sucesso que abandonam a carreira para cuidar da casa.

Para alguns, tomar uma decisão destas pode ser algo absurdo, retrógrado, é jogar fora toda a (suposta) liberdade que conquistamos nas últimas décadas. Em 2013, escrevi aqui sobre os custos desta suposta liberdade. Analisando esses custos, não me surpreende o fato de que o número de mulheres que desejam deixar a carreira profissional para cuidar da casa e da família tem aumentado. Infelizmente, a fim de realizarem este desejo essas mulheres terão de, entre outras coisas, superar os julgamentos feitos por terceiros e por elas mesmas.

Papel da mulher

O papel da mulher no lar é tratado por muitos como sendo algo inferior, menos importante. Um olhar negativo sobre as atividades domésticas e seu valor certamente produzirão sentimentos negativos que poderão levar ao desânimo, à baixa autoestima, e até mesmo à depressão. A mulher que sai do mercado de trabalho para assumir exclusivamente sua função no lar pode se sentir menos importante e menos útil, quando, na verdade, seu trabalho no lar é de valor inestimável. Contudo, a mulher que entende quão preciosa é a tarefa de cuidar da alimentação de sua família, da higiene do lar e da educação dos filhos, e quão precioso é o privilégio de ter mais tempo para cuidar de sua saúde, praticar atividade física e ler bons livros, terá ânimo e alegria na execução de suas tarefas, vigor físico e saúde mental.

Talvez você seja alguém que gostaria de dedicar mais tempo ao cuidado do seu lar e para isto precisa reduzir sua carga horária de trabalho fora de casa ou até mesmo abrir mão da carreira profissional. Não deixe que o preconceito e o julgamento social encham seu coração de receios. “Há oportunidades de inestimável valor, interesses infinitamente preciosos, confiados a toda a mãe. A humilde rotina dos deveres que as mulheres têm considerado como uma fastidiosa tarefa, deve ser encarada como obra grandiosa e nobre. É privilégio da mãe abençoar o mundo pela sua influência, e fazendo isto trará alegria ao seu próprio coração.” Ellen White, no livro O Lar Adventista, página 234.

Tenho amigas que tomaram esta decisão há algum tempo e têm colhido os frutos de se dedicar ao cuidado do bem mais precioso que possuem nesta terra – a família. E se isso serve de incentivo, eu também tenho este desejo! Nos últimos meses diminuí minha carga horária em algumas de minhas atividades profissionais, e tenho me dedicado muito mais ao meu lar. Não há salário que pague os benefícios desta decisão!

 

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