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Karyne Correia

Karyne Correia

Mente Saudável

Os cuidados para se ter uma vida mentalmente saudável.

Como educar crianças felizes

Pais precisam entender e aceitar que não são perfeitos. A autocobrança exagerada tem reflexos na felicidade dos filhos. Foto: Shutterstock

“Educa a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele.” Provérbios 22:6

O texto está no imperativo. No entanto, educar não é uma tarefa fácil. Longe disso, é um grande desafio! E se quisermos educar crianças felizes, então, o desafio dobra. Triplica. Podemos até educar acidentalmente, mas saúde emocional não se desenvolve ao acaso. Então, acidentalmente, educamos crianças ansiosas, com baixa autoestima, inseguras, egoístas, agressivas. Mas crianças felizes, não.

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Educar pode nos assustar, fazer com que nos sintamos incapazes. Crianças são seres inteligentes, atentos, que vivem nos surpreendendo, nos deixando em saias justas. Um dos aspectos delicados da maternidade, ou paternidade, é que o filho denuncia quem nós somos. Ele é como um espelho que reflete nossas fragilidades, nosso temperamento, nossos defeitos, especialmente aqueles com os quais não gostamos de nos deparar. Então, nos vemos num misto de sentimentos; a sensação de incapacidade, a irritação diante do reflexo de nossos próprios defeitos, o medo diante da possibilidade de errar… Diante disso, algumas coisas se tornam essenciais, e eu quero compartilhar 3 delas:

Aceitação – A forma como nossos filhos se sentem é, em grande parte, afetada pela forma como nos sentimos. E, especialmente nós, mães, costumamos exagerar ao nos culparmos ou nos responsabilizarmos por aquilo que foge ao ideal que gostaríamos de viver na maternidade. Nos culpamos por não saber o que fazer em algumas situações, por nos sentirmos cansadas, por utilizarmos métodos pouco eficientes (ainda que sejam os únicos que conhecemos), etc. Precisamos aprender a aceitar o fato de que somos falhas, limitadas, e não recebemos uma educação perfeita, portanto, nosso repertório de educador não é perfeito. Não se trata de conformismo. De forma alguma! Estou falando sobre ser realista. Um filho é capaz de evocar nossa história de uma vida inteira em poucos segundos, de tirar nossos traumas de debaixo dos tapetes. Precisamos aceitar que temos debilidades, parar de achar que deveríamos dar conta de tudo como se tivéssemos super poderes, para que possamos recorrer Àquele que é onisciente. A sabedoria de que necessitamos vem do ceu, não é de dentro de nós. Precisamos aceitar isso! Aceitar que a missão realmente é grande, e, então, poderemos nos lançar, sem reservas, nos braços do Onipotente.

Torne a vida mais simples – O excesso de responsabilidades e coisas para cuidar torna a nossa rotina pesada e, consequentemente, nosso tempo com os filhos e disposição se tornam deficientes. Você precisa, realmente, estar em tantos grupos do Whatsapp? Precisa, de fato, checar suas redes sociais com tanta frequência? Precisa ter todos esses objetos em casa, cuja maior utilidade é o acúmulo de poeira? Precisa ter tantos compromissos? Precisa mesmo usar roupas trabalhosas para lavar e passar? Eu poderia seguir com outras perguntas, com muitas das quais você poderia se identificar. O fato é que nós complicamos a vida! Se ela fosse mais simples, teríamos mais tempo de qualidade para nós mesmos e para nossos filhos, ao invés de estarmos ao lado deles e com a mente em outro lugar. Uma vida simplificada reduz drasticamente o stress do dia a dia, e, com isso, nos tornamos mais pacientes com nossos filhos, mais alegres e dispostos. E, para educarmos crianças felizes, precisamos estar leves, precisamos estar bem!

Imite o Modelo – As dúvidas mais frequentes que recebo de mães dizem respeito à disciplina. Como lidar com os erros dos filhos? Como ensiná-los a controlar seu temperamento? Como corrigi-los? Para educarmos crianças felizes, precisamos imitar o Modelo – nosso Pai celeste. Como Deus lida com nossos erros? Que ferramentas Ele usa para nos moldar? Como Ele nos corrige? Recentemente eu estava lendo um texto no livro Mente, Caráter e Personalidade, vol. 2, que falava sobre culpa, arrependimento e perdão. Não era um texto sobre educação, mas abriu muito a minha mente sobre como ser mais eficiente na correção dos erros do meu filho.

Educar filhos felizes pode exigir de nós uma mudança de perspectiva sobre o que é felicidade e o que é educação. Muitos pais carregam consigo formas não saudáveis de ver a vida, de lidar com os problemas, de compreender a felicidade e a educação, e, assim, criam filhos que, desde cedo, nutrem problemas emocionais, como a ansiedade. Sobre a prevenção da ansiedade em crianças, eu preparei um vídeo há algum tempo atrás, e compartilho aqui com você:

Para terminar, quero dividir com você essas palavras que trouxeram alegria e paz ao meu coração:

“O trabalho da mãe parece-lhe, muitas vezes, um serviço sem importância. É trabalho que raramente é apreciado. Outros pouco sabem de seus muitos cuidados e encargos. Seus dias estão ocupados com uma rotina de pequenos deveres, reclamando todos um esforço paciente, domínio próprio, tato, sabedoria e abnegado amor; todavia ela não pode jactar-se do que tem feito como sendo uma realização. Tão-somente tem cuidado que as coisas no lar corressem em boa ordem. Freqüentemente cansada e perplexa, tem procurado falar bondosamente às crianças, a fim de as conservar ocupadas e felizes, e guiar seus pezinhos no caminho reto. Ela julga que nada cumpriu. Mas não é assim. Anjos celestiais observam a mãe consumida de cuidados, notando os fardos que ela tem sobre si dia após dia. Seu nome pode não ser ouvido no mundo, mas está escrito no Livro da vida do Cordeiro.” – {CP 144.2}

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