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Karyne Correia

Karyne Correia

Mente Saudável

Os cuidados para se ter uma vida mentalmente saudável.

Até que o casamento os separe

A principal característica de casais que permanecem juntos e felizes é a disposição dos cônjuges em mudar a si mesmos para atender às necessidades do outro. Foto: Shutterstock

A frase “até que a morte os separe” está correndo um grande risco de cair no completo esquecimento da humanidade. “O que? Ser casado com alguém até o fim da vida? Isso é loucura!”

É assim que muitos entendem o plano divido para o casamento: uma loucura. E aí, quando vamos para o meio cristão, onde se espera que o modelo divino seja aceito e vivido, encontramos inúmeras queixas que revelam outro problema: parece que o casamento, em muitos casos, tem sido sinônimo de conflito e fim do amor.

Passada a lua de mel, o casal se depara com as reais perplexidades da vida a dois. É nesse momento que os doces, as flores, os beijos, e as palavras românticas da época do namoro são trocados por queixas, críticas e discussões.

O que fazer para conservar o amor após o casamento?

Estudos¹ revelam que a principal característica de casais que permanecem juntos e felizes é a disposição dos cônjuges em mudar a si mesmos para atender às necessidades do outro. E não é isso que ocorre no namoro?

No período do namoro, é comum buscar ser diferente e mudar a fim de agradar o outro. Na fase de conquista, esse padrão se torna ainda mais evidente. Mas após o casamento, a maior parte dos casais adota outra postura: “eu sou assim, então você tem que me aceitar assim”. E aí, a convivência fica bem complicada em alguns momentos, e o carinho que existia anteriormente acaba sendo sufocado.

Para que o amor seja conservado após o casamento, ele precisa ser constantemente manifestado, expresso. “O amor não pode existir por muito tempo sem se exprimir.” (Ellen G. White. A Ciência do Bom Viver, p. 360­) Se fazemos isso tão bem na época do namoro, podemos e precisamos continuar fazendo após o casamento.

Além disso, precisamos nos concentrar mais nas virtudes do outro do que em suas falhas. Se houve um momento em que os defeitos deveriam ser cuidadosamente avaliados, era durante o namoro. E, ainda que nem tudo possa ser conhecido naquela fase, casar é assumir o risco de ter surpresas quanto ao outro.

Sobre isso, Ellen White escreveu: “Que todos procurem descobrir as virtudes, e não os defeitos.” (Idem) Uma vez que optamos por casar, não temos o direito de exigir do outro que seja diferente. A mudança precisa partir dele, e não de minhas queixas e acusações sobre seus defeitos.

E não devemos nos esquecer que precisamos pedir a Deus que nos dê o verdadeiro amor. Um amor que é paciente, que não arde em ciúmes, que tudo suporta. O amor de I Coríntios 13, que só Deus pode nos dar.

 

¹ Você pode ler mais sobre alguns estudos na revista Viver Mente e Cérebro de fevereiro de 2010.

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