Notícias Adventistas

Jael Eneas

Jael Eneas

Louvor e Música Cristã

Música cristã como expressão de louvor a Deus.

Pentagrama “aculturado”

No Brasil, agosto é tempo de temperaturas amenas, mas, este ano esquentou. Bastou o cinquentão quarteto Arautos do Rei, em proposta criativa (e ousada) lançar seu clip Tenho Paz[1] na Internet para coisa pegar fogo: jipe amarelo, brisa no rosto, estrada, ritmo descolado do uklele, em contraste com carro enguiçado para o frisson se instalar nas redes sociais.

A música: “Não é que meus dias sejam sempre sol / Pois nuvens aparecem sem me avisar / Às vezes eu espero, às vezes eu me canso / Mas nada via me impedir de sorrir e me alegrar”. Realmente tudo muito “360 graus”…tudo muito virado para um Quarteto Arautos do Rei que tem sido visto como “tradicional”, todavia propõe se conectar com as novas gerações. A reação foi imediata.

No dia 30 de julho, o blogueiro e doutor em musicologia, Joêzer Mendonça, superaquece ainda mais o termostato, ao publicar “Os Arautos do Rei e o Segredo da Relevância”[2]. No artigo, o autor do livro “Música e Religião na Era do Pop”, atreve-se a dizer que há, pelo menos, duas explicações plausíveis para a bem-sucedida longevidade do quarteto: a manutenção da ética da missão cristã e a capacidade de atualização da estética da música cristã”. Foi o suficiente para o agosto se tornar “aquecido no meio musical adventista”.

Na sequência, Mendonça argumenta: “alguns creem que o texto sagrado e imutável deve ser cantado com melodias compostas em algum passado distante. Para estes, é como se o tempo, e não a atitude de adoração e a prática do louvor, consagrasse a música”[3].

Para ilustrar o esforço de comunicação em uma cultura mutante, o autor publica capas do grupo vocal mostrando “inovações” através dos anos. Depois pondera: “a canção ´Hei de Estar na Alvorada´, que hoje soa tradicionalíssima, foi apresentada com certo receio pelo quarteto ao seu orador, Roberto Rabello. A música parecia “moderna” demais para o espírito cultural protestante conservador de 40 anos atrás”[4]. Mendonça considera que críticos podem até achar que o quarteto está se mundanizando e que os Arautos não são mais de Jesus, mas a “inovação estética conjugada à manutenção da ética missiológica (ou missionária) pode conservar não apenas a credibilidade do quarteto, mas também o sentido e a preciosidade de sua mensagem por muito tempo ainda”[5]. Os comentários explodiram, é, claro, pois unanimidade passou longe!

Seis dias depois, a jornalista, blogista e escritora Fabiana Bertotti[6] dispara: “É por isto que amo os Arautos do Rei! Eles se renovam, se reinventam, trocam a roupa, mas não mudam a essência, que é anunciar que Cristo vai voltar. O único que traz paz ao coração, que acalma o turbilhão. Amei o novo clipe”. De imediato, 170 pessoas compartilharam, 530 curtiram e dezenas de comentários. Já o clipe oficial da música “Tenho Paz”[7] do Quarteto Arautos do Rei, enquanto escrevo este artigo, teve 129.468 visualizações, com 2.207 “likes”, 74 “desaprovações” e 547 comentários.

O lançamento do DVD tem uma proposta: 360º. Nada mais é do que um círculo. Quando você está no centro de um círculo, suas palavras e ações podem influenciar muita gente. Ame-as como Jesus ensinou independente da idade, raça ou denominação. Um dia, ao lado de Deus, você irá rever estas pessoas onde a vida e a felicidade serão infinitas. Em 360º.

CitiBank e “Herói da Fé”

Em São Paulo, o CitiBank Hall foi palco para outro lançamento inédito, no dia 10 de agosto: o DVD “Herói da Fé”. Mais de 7 mil pessoas assistiram ao evento que marca a convergência entre música, imagem, produção, mídia, texto, uma viva interação de elementos comunicacionais. A cantata explora vertente próxima ao estilo erudito-contemporâneo e foi escrita para coral, orquestra e solistas. A obra conta a vida de Paulo, todavia, na linguagem de hoje. Enquanto os músicos tocam e cantam, um filme moderno da vida de Paulo é exibido com imagens de cidades, sets, cenas urbanas, sítios históricos, tudo, para dar realismo e alcançar mentes pós-modernas. O novo irrompe por toda parte, desde da concepção estética até na abordagem temática, contudo, sem perder a essência e a distinção de uma mensagem urgente, imperiosa e ordenada por Deus para nossos dias!

Estar no mundo, sem ser do mundo sempre será um desafio, pertinente ao “ide, e fazei discípulos de todas as nações” (Mateus 28: 19). O contato com a cultura gera atrito, calor, mexe com sensibilidades, por sermos diversos, por isso, o Espírito Santo deve ser o mediador nestas questões que envolve unidade e diversidade. “Não se ausentem de Jerusalém, mas, esperem a promessa do Pai” (Atos 1: 4). “Eis que envio sobre vós a promessa…permanecei, pois, até que do alto sejais revestidos de poder” (Lucas 24: 49). Quem capacita quanto à forma, jeito, relevância nas abordagens de cunho cultural é o Espírito Santo; e, não outro!

A grande notícia: a promessa do Espírito Santo não é limitada a uma época ou povo. Cristo declarou que a divina influência do Espírito Santo deveria estar com Seus seguidores até o fim. Desde o dia do Pentecostes até ao presente, o Confortador tem sido enviado a todos os que se rendem inteiramente ao Senhor e a Seu serviço”[8].

O que você acha do convite?

[1] ARAUTOS DO REI. Tenho Paz. Clip Oficial. https://www.youtube.com/watch?v=lXuRpOU97Ng Acesso em 03.Set.2014 às 10h30.

[2] MENDONÇA, Joêzer. Os Arautos do Rei e o Segredo da Relevância. http://notanapauta.blogspot.com.br/2014/07/os-arautos-do-rei-e-o-segredo-da.html

Acesso em 02.Set.2014 às 15h45.

 

 

[3] IDEM.

 

 

[4] IDEM.

 

 

[5] IDEM.

 

 

[6] BERTOTTI, Fabiana. É por isto que amo… https://www.facebook.com/fabibertotti/posts/664479283639322

Acesso em 03.Set.2014 às 21h10.

 

 

[7] NOVO TEMPO. Arautos do Rei. https://www.youtube.com/watch?v=lXuRpOU97Ng

Acesso em 03.Set.2014 às 20h30.

 

 

[8] WHITE, E. G. “Atos dos Apóstolos”. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2006. p. 49.

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