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Herbert Boger

Herbert Boger

Primeiro Deus

Histórias e provas de fidelidade a Deus em todos os momentos e circunstâncias da vida.

Oferta de perdão e amor

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Só uma vida perdoada e cheia do amor de Deus tem plenitude de alegria.

“Terminado um período de banquetes, Jó mandava chamá-los e fazia com que se purificassem. De madrugada ele oferecia um holocausto [ofertas] em favor de cada um deles, pois pensava: Talvez os meus filhos tenham lá no íntimo pecado e amaldiçoado a Deus. Essa era a prática constante de Jó”. Bíblica Sagrada versão NVI  Jó 1:5

Ao realizar pesquisas em igrejas com a pergunta Por que ofertamos? A grande maioria das pessoas responde: “gratidão pelas bênçãos recebidas”. Esse é um motivo secundário. A primeira razão de ofertarmos é devido aos pecados cometidos por ações ou pensamentos. Exatamente o que fazia Jó constantemente com sua família. Bem como todos fiéis que viverem entre o início e o fim da existência do pecado.

O sistema das ofertas iniciou devido ao pecado. “Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor” é o que diz o livro de Romanos 6:23 O dinheiro de nosso salário materializa parte da vida dedicada a uma ocupação. Quando ofertamos colocamos parte de nossa vida na salva. Um percentual regular e sistemático, proporcional à gratidão. Jesus colocou voluntariamente toda sua vida na cruz por amor. A oferta do “salário do pecado” foi suficiente para cobrir todos os pecados que cada ser humano viesse a cometer. Pois esta oferta foi planejada e separada “antes da fundação do mundo”. Apocalipse 13:8

“Jesus, porém, tendo oferecido, para sempre, um único sacrifício pelos pecados, assentou-se à destra de Deus… Porque, com uma única oferta, aperfeiçoou para sempre quantos estão sendo santificados”. Hebreus 10:12,14.

A escritora Ellen White esclarece esse tema apresentando os motivos das ofertas de sacrifício: “As ofertas sacrificais foram ordenadas por Deus a fim de serem para o homem: uma perpétua lembrança de seu pecado, e um reconhecimento de arrependimento do mesmo, bem como seria uma confissão de sua fé no Redentor prometido.” [1]

Adão e Eva deveriam ser fiéis a três instituições sagradas criadas por Deus:

Casamento – sendo Deus o mantenedor.

Sábado – reconhecimento do Senhorio de Deus.

Árvore do conhecimento do bem e do mal – prova de fidelidade.

Sobre a árvore, Ellen White comenta: “De todas as demais, Adão e Eva poderiam comer livremente; mas, sobre essa única árvore, disse Deus: ‘Dela não comerás.’ Gênesis 2:17. Aí estava a prova de sua gratidão e lealdade a Deus.”[2] “Da árvore da ciência do bem e do mal, não lhes permitiu comer. Essa árvore reservou-a como lembrança constante de que Ele é o legítimo proprietário de todas as coisas. Dá-se o mesmo com as reivindicações de Deus a nosso respeito. Ele deposita Seus tesouros nas mãos dos homens, porém requer deles que separem fielmente a décima parte para a Sua obra”[3]. Lembrando que os dízimos também são ofertas a Deus.

Oferta pela graça ou pelas obras?

Tanto a salvação como as ofertas sempre foram pela graça. As ofertas de Abel e Caim representam bem isso. A de Abel representava o “cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” João 1:29. A oferta de Caim simbolizava os frutos dos seus méritos pessoais, lembrando o egoísmo humano e o desejo de ver e controlar os resultados da aplicação dos recursos.

“Quão grande foi a dádiva de Deus ao homem, e como Lhe aprouve fazê-la! Com liberalidade que jamais poderá ser excedida, Ele deu, para salvar os rebeldes filhos dos homens e fazer-lhes ver o Seu propósito e discernir o Seu amor. Demonstrareis, pelas vossas dádivas e ofertas, que não considerais coisa alguma boa demais para dar Àquele que ‘deu o Seu Filho unigênito’? João 3:16”. Review and Herald, 15 de maio de 1900.

Oferta 60/20/20 ou direcionada?

Quando não direcionamos nossa oferta para projetos e coisas, ela é distribuída da seguinte maneira dentro de um plano mundial: 60% fica no caixa local, 20% vai para projetos missionários mundiais, e os outros 20% é distribuído para pregação das “boas novas” da seguinte maneira: 70% na região da Associação/Missão, 18% para o território da União e 12% para a geografia da Divisão Sul-Americana composta por seus oito países.

Veja nesse gráfico o destino das ofertas:

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“O Senhor não precisa de nossas ofertas. Não o podemos enriquecer com as nossas dádivas. No entanto… é essa a única maneira em que nos é possível manifestar nossa gratidão e amor a Deus.”[4]

As ofertas direcionadas a projetos locais deveriam ser as ofertas de sacrifício e nunca a colocada na salva ou no envelope. Suas ofertas se parecem mais com as de Caim? Ou Abel?

Por que ofertamos?

Para nos lembrar a cada culto que somos perdoados/salvos e amados pelo que Jesus fez na cruz, faz hoje como intercessor no Santuário Celestial e fará por seus filhos fiéis quando voltar para a redenção eterna.

“O culto cotidiano consistia no holocausto da manhã e da tarde, na oferta de incenso suave no altar de ouro, e nas ofertas especiais pelos pecados individuais. E também havia ofertas para os sábados, luas novas e solenidades especiais”.[5]

Deveríamos ofertar duas vezes ao dia também:

7 horas Culto pela manhã – gratos pela misericórdias renovadas a cada dia.

7 horas Culto pela noite – pedindo perdão pelos pecados cometidos durante o dia.

7 dias por semana – em todas as reuniões da igreja levando através das ofertas a representação de nossa alegria pelo perdão e amor inigualável de Jesus. (777 plano mundial)
Referências:

[1] Ellen G. White. Patriarcas e Profetas. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, p. 37.

[2] Ellen G. White. Conselhos Sobre Mordomia. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, p. 65.

[3] Ellen G. White. Testemunhos Seletos V. 3. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, p. 37.

[4] Ellen G. White. Conselhos Sobre Mordomia. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, p.19.

[5] Ellen G. White. Patriarcas e Profetas. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, p. 532.

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