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Fábio Bergamo

Fábio Bergamo

Marcas & Marcas

Marketing, Comunicação, Cultura e Religião

Quanto vale uma marca?

John Stewart, CEO da Quaker, disse uma emblemática frase: “Se minha empresa fosse dividida, eu lhe daria os terrenos e prédios e manteria as marcas e as marcas registradas e ganharia mais que você. Se cada ativo fosse destruído num desastre natural, seríamos capazes de renascer rapidamente em função do valor de nossa marca”.

Como uma marca pode valer tanto? Como uma coisa intangível, um símbolo, pode valer mais do que praticamente todos os ativos de uma empresa? Recentemente saiu o mais novo ranking de valor de marcas, construído pela consultoria Interbrand. Apple, Google e Coca-Cola, entre outras, ainda reinam dominantes entre as primeiras colocadas, com marcas valendo na casa das dezenas de bilhões de dólares. O valor de uma marca, porém, vai além do “mero” valor financeiro.

Branding é a área estratégica do Marketing que cuida da construção e manutenção da marca, do seu valor e do seu posicionamento na mente do público. Esta “ciência” está tão avançada que hoje as marcas conseguem transferir às pessoas experiências, personalidade, estilos de vida e valores. Com isso, o consumidor simplifica sua tomada de decisão e reduz riscos percebidos, ao escolher marcas que, além de conhecidas, são carinhosas e se aproximam dele de forma completa, não apenas para vender um produto.

A gestão da marca há tempos ultrapassou a fronteira dos bens de consumo e do varejo. Hoje vemos o Branding ser executado pelos mais variados tipos de organizações. Inclusive organizações religiosas. Neste âmbito, é possível enxergar marcas fortes, como as igrejas tradicionais, e igrejas novas, que tem se utilizado das teorias e estratégias de Branding para aparecer.

Não vou entrar no mérito da discussão da validade ou não do uso destas estratégias. Quero apenas colocar os segredos para uma marca forte e de sucesso:
– Um produto diferenciado – De nada adianta os esforços de branding se o produto não é bom e não tem diferença de outros que estão disponíveis;
– Deve traduzir a significância dos produtos para o seu público – Faz com que o intangível se torne tangível para as pessoas;
– Tem que possuir Valor Agregado – Marca tem que ser mais que um símbolo/logo. Tem que trazer consigo a emoção, senso de pertencimento e experiências positivas.
– É sempre relevante – Deve trazer uma mensagem importante para o seu público. O tempo todo.
Vendo isso, percebo como a Igreja Adventista do Sétimo Dia, além de tudo, possui também uma marca passível de ser muito forte. Temos tudo: um produto (mensagem) diferenciado, somos relevantes e significantes para a sociedade e para o mundo, pois trazemos esperança. Mas pode-se crescer muito mais!
Veja, não estou dizendo que não há força na marca, pelo contrário! Por mais que a liderança da igreja, tanto mundial, quanto regionalmente, tenha se esforçado sobremaneira para que a mesma seja construída de forma ótima (e há de se reconhecer que o trabalho que vem sendo feito é fenomenal). Mas há um fator, externo aos controláveis oficialmente, que precisa ser considerado.
A imagem e a marca da igreja são, acima de tudo, eu e você. Ela aparece quando usamos uma camiseta de algum projeto/evento; quando a mencionamos nas mídias sociais; quando temos a oportunidade de falar para outros sobre o que acreditamos. Também é nosso papel fazer com que o valor da marca IASD aumente cada vez mais. Nós somos agentes desta marca, tão forte, mas que pode crescer ainda mais. Cabe a nós sermos a tradução dela para o mundo!

PARA LER, VER E OUVIR MAIS
Padrão de Identidade Visual da Igreja Adventista do Sétimo Dia – Para você não vacilar no uso do nosso logo. http://downloads.adventistas.org/pt/comunicacao/manuais-e-guias/manual-padrao-de-identidade-da-logo-da-igreja-adventista/
Entenda o significado do nome da IASD – Um pouco de história institucional. http://adventistas.org/pt/institucional/organizacao/sobre-o-nome/
Como as igrejas destroem suas marcas (em inglês) – Neste artigo, Justin Wise fala, de maneira bem direta, alguns erros comuns que prejudicam o branding de algumas denominações. http://www.sundaymag.tv/issue3/church-branding/

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