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Fábio Bergamo

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A força de uma geração

Recentemente, estive na Conferência Anual de Startups e Empreendedorismo (Case) e representei o Centro Universitário Adventista de São Paulo (Unasp). Ter acompanhado o evento – a convite dos diretores da Associação Brasileira de StartUps (a quem agradeço mais uma vez pela deferência) – me fez entender ainda mais deste ecossistema tão rico, que tem como mola propulsora uma palavra: inovação.

Claro que o princípio da inovação que melhore a vida das pessoas no ecossistema startup é a tecla mais batida em todas as reuniões, exposições e pitches de negócios. Mas o que mais me encantou nesse encontro foi ver uma massa reunida em torno de um objetivo em comum. E, na sua infinita maioria, jovens!

O poder da mobilização em torno de um ideal é a marca de qualquer mudança significativa na história da humanidade. Seja ela política, cultural ou militar, este é um fato comum. E os jovens já se juntaram pra mudar muita coisa do que vemos no mundo de hoje, como os Wandeling Birds, Maio de 1968, a Primavera Árabe, entre muitos outros.

Acho um erro falar que o futuro está nas mãos dos jovens. Qualquer entidade que pensa desta forma está fadada ao fracasso retumbante. Não é o futuro que está na mão desta geração, é o presente! Muitos têm debatido o futuro da humanidade a partir de uma geração, como a dos millenials, exaltando apenas o que há de pior nela. Será que eles não tem nada de bom?

Participação ativa

De acordo com Don Tapscott, estudioso do mundo digital, a geração de jovens digitais tem uma série de características mais intensas que qualquer outra na atualidade. Entre elas estão uma grande capacidade de escrutínio (ir atrás de informações sobre os temas), a velocidade na resolução de demandas, a facilidade de customização de respostas e, claro, a inovação. Alguma dúvida sobre a necessidade dessas características no mundo atual?

Este ano visitei uma de nossas igrejas no momento em que eram apresentados os oficiais para o biênio 2017-2018. Havia uma quantidade ínfima de jovens! Claro que na liderança de uma igreja a experiência é fundamental, mas sem juventude inserida no contexto, a tendência é que duas coisas aconteçam:

1) O nível de inovação caia drasticamente;

2) Os jovens percam o interesse em participar das programações.

Não podemos nos esquecer que a Igreja que queremos passa impreterivelmente pela participação ativa dos jovens, nos eventos e nas decisões. Não é à toa que a última visão de Ellen White foi sobre a participação deles nas atividades da Igreja, tão premente já era este tema. Eles não são o futuro da Igreja, são o presente! Confiem na força da juventude!


Para ler, ouvir e ver mais

Excertos do livro “A Hora da Geração Digital”, de Don Tapscott – https://catracalivre.com.br/geral/tecnologia/indicacao/a-hora-da-geracao-digital-don-tapscott/

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