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Fábio Bergamo

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Fake é, acima de tudo, fake!

Antes de divulgar algo como verdade, é preciso verificar se a informação é real (Foto: Shutterstock)

Durante o programa “Entrevista com o Governante”, apresentado por Mike Huckabee, o polêmico e presidente americano Donald Trump se mostrava decidido contra o que ele chamava de notícias falsas sobre ele e seu governo.

“A mídia é – realmente, a palavra que eu acho um dos grandes termos de todos os tempos e que eu trago à tona – é FAKE (falsa). Eu acho que talvez outras pessoas tenham usado ela ao longo dos anos, mas eu nunca havia me percebido”. E completou dizendo que a grande maioria das coisas que os jornais publicavam eram… “fake news”.

O termo, que já existia, popularizou e viralizou. Em todos os lugares do mundo, se alguém indicava algo que poderia ser mentira, logo surgiam comentários reprisando o presidente Trump: “Isso é fake news!”.

Mesmo não sendo coisa nova, as tais fake news se tornaram um grande problema. Estão recebendo mais visibilidade do que as notícias verdadeiras. Tanto que as mídias sociais, como o Facebook, declararam guerra contra ela, mudando o algoritmo do seu funcionamento. Recentemente, o Tribunal Superior Eleitoral recebeu um novo presidente, Luiz Fux, que na sua posse colocou as fake news em destaque, como um inimigo a ser combatido nas eleições, pois elas podem prejudicar a decisão dos eleitores.

E as tais fake news bateram nas portas das atividades da igreja. Há alguns dias, rodou em grupos de WhatsApp e em páginas de redes sociais um texto supostamente escrito pelo pastor Erton Köhler, presidente da Igreja Adventista do Sétimo Dia (IASD) para oito países da América do Sul, falando coisas que segundo o próprio portal oficial da Igreja eram “alarmistas, sensacionalistas e equivocadas”. Só de ler, é perceptível que o texto não é do pastor Köhler, nem ao menos expressão da IASD. Era fake!

Já fui mais impressionado com a capacidade que alguns têm de espalhar as fake news com tamanha facilidade. Não me impressiono mais. Inclusive, já escrevi textos nesta coluna sobre temas similares que também cabem perfeitamente nesta situação (leia aqui e aqui).

Temos a capacidade de transmitir e passar pra frente informações que não temos nem ideia de que são verdadeiras. Parece mais fácil dizer “olha aí, leia (veja) isso!”, do que dizer “deixa eu conferir se é verdade”. Por isso, se você recebeu um texto que parece estranho, sensacionalista ou indica alguma coisa diferente do que é normal, lembre-se destas dicas:

  • Busque as mídias sociais da pessoa que falou isso. Se foi ela mesmo que escreveu e quis que isto fosse compartilhado, o passo inicial é publicar nas suas próprias redes, principalmente Twitter e Facebook;
  • Acesse o portal oficial da IASD e as suas mídias sociais. Se a pessoa estava falando em nome da Igreja e parece ser uma mensagem de extrema relevância e importância, será publicado primeiramente lá;
  • Pergunte ao seu líder de igreja ou campo local. Pergunte e mostre (se possível) para ele e peça a opinião do ancião, do pastor, do diretor de um departamento.
  • Procure os líderes de Comunicação da IASD em sua região. Eles são treinados para receber e transmitir as informações relevantes para os membros.

Ir atrás da informação exata ou mais completa não é só uma preciosidade, mas um dever de todo bom cidadão e de todo bom cristão. Tenha sempre muito cuidado com as notícias que chegam aos seus grupos do WhatsApp ou nas páginas do Facebook. Não seja mais um que passa pra frente as Fake News!


PARA LER, OUVIR E VER MAIS

Pernas Curtas, Longo Alcance – http://noticias.adventistas.org/pt/coluna/fabio-bergamo/pernas-curtas-longo-alcance/

Pós-Verdade ou Mentira?http://noticias.adventistas.org/pt/coluna/fabio-bergamo/pos-verdade-ou-mentira/

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