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Fábio Bergamo

Fábio Bergamo

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Marketing, Comunicação, Cultura e Religião

A experiência completa

Foto: Shutterstock

Faça a si mesmo pelo menos uma destas 22 perguntas e analise o desempenho da sua igreja. Será a hora de melhorar o valor agregado à nossa mensagem?

Se fosse para eleger o nosso produto primordial, eu diria facilmente: a mensagem da salvação em Cristo Jesus. É inegável que temos desenvolvido formas extraordinárias e efetivas de alcançar este ponto. Talvez, a mais aclamada delas seja a utilização das tecnologias de comunicação e informação baseadas na internet, além de outras tecnologias já sacramentadas, como televisão e rádio, por exemplo.

No entanto, é cada vez mais preocupante um cenário: o pós-contato missionário. Quando as pessoas recebem de bom grado as boas novas do evangelho e, em seguida, decidem procurar uma das nossas igrejas para congregar, surge o gigantesco desafio de atender às suas expectativas. E aí pergunto: a nossa igreja está preparada?

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Ideal seria que a Igreja Adventista do Sétimo Dia tivesse, mesmo que levando em conta as diferenças regionais, sociais e econômicas, um padrão mínimo de funcionamento. Não, não estou falando de doutrinas, doxologia, literatura ou qualquer outra coisa que seja base da nossa fé ou da atividade eclesiástica. Falo de padrões de excelência, como em qualquer atividade do ser humano. Poderia chamar isso de valor agregado ao nosso produto, numa clara referência ao que vemos na teoria de marketing.

Abaixo, faço algumas perguntas que podem servir de reflexão. Todas elas ajudarão a responder uma pergunta maior: como está a minha igreja diante da sociedade ou de alguém que a observa? Reflita:

  1. Sobre as características estruturais:
    1. A fachada da minha igreja é atraente, bonita aos olhos?
    2. A área externa da minha igreja é atraente, bonita aos olhos?
    3. A área interna da minha igreja é atraente, bonita aos olhos?
    4. Os ambientes da igreja estão bem cuidadas (banheiros, bebedouros, salas…)? Há manutenção preventiva e limpeza destes espaços?
    5. Há conforto mínimo nas instalações?
  1. Sobre as características comunicacionais:
    1. O equipamento transmite o som de forma agradável aos ouvidos?
    2. A acústica da nave da igreja é ideal?
    3. Os projetores de vídeo (ou outro sistema do gênero) estão em boas condições?
    4. Murais, boletins ou outras mídias de comunicação escrita são eficientes e de bom gosto?
    5. Há placas ou indicações na vizinhança, facilitando a chegada das pessoas à igreja?
  1. Sobre as características relacionais
    1. A recepção da igreja é eficiente, simpática e empática?
    2. Os membros são orientados a receber bem o visitante e se relacionar com ele?
    3. A igreja é responsiva (rápida e eficiente) no contato e acompanhamento dos visitantes?
    4. Como a igreja recebe visitantes “incompreendidos” (públicos muitas vezes tidos como indesejados em outros meios sociais ou que passam por algum tipo de discriminação social)?
    5. Os vizinhos da nossa igreja nos conhecem?
    6. Como os nossos vizinhos (moradores ou comerciantes que estão em volta do prédio/auditório da igreja) nos enxergam?
    7. Convidamos os nossos vizinhos para os eventos da igreja?
  2. Sobre a experiência de uma reunião em nossa igreja
    1. O culto é bem organizado, de forma a todos os momentos fluírem de forma agradável?
    2. A música é um ponto forte da sua igreja (instrumental, grupos, ministério de louvor…)?
    3. Temos uma igreja excessivamente barulhenta?
    4. Os pregadores escolhidos têm, efetivamente, o conhecimento necessário para transmissão do nosso produto (a mensagem da salvação em Cristo)?
    5. As pessoas enxergam em nossos membros um grupo unido e focado no mesmo propósito (como um time)?

Óbvio que tais questionamentos não devem ser o mais importante. Como disse no início deste texto, considero a nossa mensagem como prioridade. Mas é imprescindível observarmos que uma experiência negativa pode prejudicar, e muito, a plena capacidade de um visitante ou até mesmo um membro neófito de ter um verdadeiro encontro com tal mensagem.

Já está mais do que na hora de pararmos e pensarmos melhor naquilo que estamos entregando de forma agregada ao nosso produto principal. Num mundo onde as pessoas estão acostumadas a experiências fantásticas em diversos pontos da vida cotidiana (entretenimento, educação, cultura, mídia, entre outros), não ter, na casa de Deus, uma experiência que se sobressaia pode ser fatal. E uma boa experiência não se faz só com um produto central, mas com tudo o que há em torno deste produto.

Que possamos entregar uma experiência positiva completa para aqueles que vêm a nós procurando salvação!

 

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