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Carlos Magalhães

Carlos Magalhães

Igreja Conectada

Coluna fala sobre como levar a mensagem de Cristo ao maior número possível de pessoas com tecnologia digital e os recursos presentes no universo web.

O dilema dos inovadores

 

Desafio é associar o evangelho milenar com tecnologias tão novas

Desafio é associar o evangelho milenar às novas tecnologias de ponta

Vivemos num período de rupturas e rápidos avanços na área tecnológica. É uma verdadeira tempestade de inovações: internet das coisas, realidade aumentada e virtual, casas e carros conectados, robôs inteligentes, bioimpressão 3D de órgãos, humanidade aumentada, e por aí vai. São muitos os temas que recheiam as colunas de tecnologia. Como seguidores de Jesus e da ordem expressa de levarmos o evangelho a todo mundo, ficamos imaginando como podemos utilizar todo esse avanço tecnológico para cumprir a nossa missão.

Daí surgem alguns dilemas: como usar a tecnologia para nos conectarmos às pessoas sem nos distanciarmos fisicamente? Como associar um evangelho milenar a tecnologias tão novas, sem perder a essência do evangelho?  O investimento feito em novas tecnologias digitais poderia ser melhor empregado e gerar mais resultados se usado em outras iniciativas mais “sólidas”?

O atual dilema tecnológico que enfrentamos como Igreja pode nos levar a dois extremos:

  1. Ignorar a tecnologia ou lutar contra ela e, consequentemente, ficar para trás sem conseguir nos comunicar com as novas gerações que usam cada vez mais aquilo que é novo.
  2. Investir excessivamente em tecnologia em detrimento do conteúdo e colocar em segundo plano aqueles que não adotam as tecnologias de maneira tão rápida (menos favorecidos e gerações anteriores).

Percebo que já circulam nas Igrejas alguns pensamentos que podem ser perigosos. O primeiro é o de que só usando a tecnologia poderemos resolver o problema de tornar a Igreja relevante para os jovens. Entendo que a tecnologia é apenas um dos meios para isso. Ela pode facilitar o acesso aos jovens, melhorar a retenção e aprendizagem da mensagem e ainda reduzir a resistência ao evangelho, mas ela não tem o poder de converter e transformar vidas. A tecnologia pode ser um meio, mas não ocupa o lugar da mensagem e nem do mensageiro.

Aqueles que defendem o pensamento anterior podem cair em outras tentações como, por exemplo, gastar muito com as novidades. Com frequência as tecnologias quando lançadas são caras e pouca gente tem acesso. É preciso saber o momento certo de investir para que se tenha o retorno desejado. Outra característica das tecnologias é que elas são passageiras, algumas mais rápidas do que outras.  Por isso, buscar conselhos de quem é especialista na área pode ajudar a poupar alguns trocados.

No outro extremo está o pensamento de que a tecnologia é totalmente prejudicial. Ela distancia as pessoas, perturba a mente dos jovens, atrapalha a ordem do culto, etc. Pensar assim pode ser perigoso, porque ainda que a tecnologia tenha suas limitações e tentações, excluir o seu uso pode nos deixar em grande desvantagem em relação ao que o mundo está oferecendo. Na ausência daquilo que é bom, o mau prolifera.

Em resumo, se confiarmos demais na tecnologia ela pode nos desapontar. Se a excluirmos, viraremos eremitas distantes de um mundo que perece. Esse é o dilema e a solução (que já foi apresentada há muitos anos) está no equilíbrio: Examinai tudo: abraçai o que é bom” I Tessalonicenses 5:21. Jesus plantou no coração do cristianismo a energia motriz que impulsiona seus seguidores a usar e adaptar todos recursos disponíveis (imprensa, rádio, TV, Internet, realidade virtual, etc), de forma sábia e sensata, com o objetivo de levar a oportunidade de salvação a diferentes tribos, línguas e povos.

Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém. Mateus 28:19,20

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