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Brasil exporta missionários e leva evangelho além das fronteiras

E nesse sentido o Brasil é visto como um País que pode dar uma grande contribuição aos habitantes desta região do planeta.

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O Brasil tem sido um parceiro nessa missão de compartilhar esperança.

Curitiba, PR…[ASN] Nos últimos anos, o continente africano tem atraído a atenção de investidores externos, principalmente dos chamados Brics (formados por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). Mas enquanto alguns divisam apenas oportunidades de negócios, outros têm percebido um terreno fértil para a pregação do evangelho. E nesse sentido o Brasil é visto como um País que pode dar uma grande contribuição aos habitantes desta região do planeta.

Foi a busca por parcerias que trouxe os pastores Manoel Pacheco e Moraes Lucas para o Brasil. Eles atuam como líderes da Igreja Adventista para o Sudoeste da África e nas últimas semanas visitam sedes administrativas da organização nas regiões Sul e Sudeste. Neste ano, Luanda é uma das cidades africanas que participam de um projeto da Igreja Adventista voltado para a evangelização dos grandes centros urbanos. A capital de Angola é a maior cidade do país, e já conta com uma população de cinco milhões de pessoas, quase um terço do total de habitantes.

A cultura e a história de Brasil e Angola têm vários aspectos em comum. Ambos foram colonizados pelos portugueses e falam a mesma língua. Os dois permaneceram sob o jugo do colonizador durante séculos (mais de 300 anos no caso do Brasil e 400 no caso de Angola). Diferente do Brasil, entretanto, a independência de Angola só foi proclamada mais de 150 anos depois da nossa. E o Brasil seria o primeiro a reconhecer a ex-colônia como nação independente, em 1975. “O Brasil é nosso irmão mais velho”, define Moraes Lucas, diretor-financeiro assistente do escritório administrativo nessa região da África.

Na condição de colônia por tanto tempo, muitas marcas profundas foram deixadas na sociedade angolana, tal como no Brasil. Mas outros acontecimentos, posteriores à independência, também imprimiriam grandes cicatrizes. Depois de 1975, a eclosão de uma guerra civil que durou quase três décadas levou o país à ruína. “A guerra destruiu não só a infra-estrutura e a economia, mas também pessoas, fisica e espiritualmente. E agora nós estamos em processo de reconstrução, em todas as áreas”, conta Moraes Lucas. Desde 2002, a nação vem trabalhando por essa reconstrução. Na visão dos dois missionários angolanos, a religião cumprirá um grande papel nesse processo, levando esperança e paz para milhões de pessoas fragilizadas econômica, emocional e espiritualmente pelo clima de conflitos.

Em meio a esse cenário, o evangelho tem se propagado rapidamente e ocupado espaço cada vez maior no coração das pessoas que vivem em Angola e outros países da região. O Brasil tem sido um parceiro nessa missão de compartilhar esperança. Não apenas enviando recursos financeiros, mas também materiais evangelísticos, ideias e projetos como o de distribuição em massa de livros e DVDs com mensagens bíblicas. Semelhante ao que está sendo feito no Brasil e em outros países, Angola também trabalha para entregar o livro “A Grande Esperança” e o DVD “A Última Esperança”, produzidos no Brasil. “O Brasil tem pensado grande e tem muita experiência para compartilhar com outros países. Creio que, pelo esforço dos irmãos daqui, muita gente vai mudar de vida em Angola”, acredita o pastor Manoel Pacheco.

Exportando missionários – Se no passado o Brasil recebia missionários, principalmente norte-americanos, hoje ele exporta não só para a África, mas para o mundo todo. O paulistano Gilberto Carlos Araújo, de 54 anos, abraçou essa missão em terras estrangeiras há 26 anos. Hoje, ele administra o escritório da Igreja Adventista que engloba países do Sul do continente africano e das ilhas do Oceano Índico (Divisão da África Austral e Oceano Índico). Segundo ele, as igrejas cristãs, de forma geral, vem registrando um crescimento explosivo nos últimos anos. “Trinta e sete por cento dos membros da Igreja Adventista no mundo, por exemplo, estão na África. Esse crescimento também se verifica nas demais igrejas cristãs”, acrescenta. Uma das causas desse fenômeno, segundo ele, foi o envio de missionários no passado. “A vinda desses missionários provocou um impacto positivo muito importante na vida desses povos. Então, nós cremos que um dos segredos para o cumprimento da missão de evangelizar é continuarmos enviando missionários não só para a África, mas para outras partes do mundo”, enfatizou Araújo, que trouxe para o Brasil os líderes de Angola.

Alinhada com essa ideia, há alguns anos a sede administrativa adventista para o Sul do Brasil está dando a sua contribuição também para o evangelismo além de suas fronteiras. “Temos apoiado também a África enviando pastores para realizarem evangelismo. No ano passado um pastor distrital de um de nossos escritórios no Paraná esteve em Guiné-Bissau e nesse ano cerca de dez pastores apoiarão a grande campanha evangelística em Luanda”, informa o presidente da União Sul-Brasileira, pastor Marlinton Lopes.

A ajuda envolve também a doação de materiais evangelísticos. No momento, 20 mil cursos bíblicos estão sendo enviados para esta região da África. “Estamos interessados em ver a igreja crescer ainda mais no continente africano. Temos muito em comum e percebemos que a motivação e apoio ao evangelismo em outras terras fortalecem o senso de missão e a bênção de Deus em nossa própria pátria”, conclui Lopes. [Equipe ASN, Márcio Tonetti]

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