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Aldeia indígena é evangelizada em Santa Catarina

Tribo recebeu a primeira lição de Escola Sabatina.Garuva, SC…[ASN] No último sábado, dia 9, foi realizada a primeira Escola Sabatina numa tribo de índios guaranis em Garuva, Norte de Santa Catarina. Servidores da Associação Norte Catarinense (ANC), sede administrativa da igreja adventista na região, estiveram na aldeia para organizar a programação e entregar peças de roupas para os índios enfrentarem o inverno deste ano.

Sete famílias vivem há nove anos na reserva, às margens da BR-101. Divididos em ocas com paredes de barro e telhado de palha, mantém costumes dos ancestrais, como a caça, ensinada desde cedo aos meninos. Eles se comunicam em guarani, sua língua nativa, entendem o português e também falam espanhol. A maioria é do Paraguai, de onde veio a cacique Lídia, uma das mais animadas com a presença dos adventistas. “Somos muito agradecidos”, resume ela.

O contato com a tribo começou há três anos, quando Claudio, o cacique na época, bateu na porta do obreiro Luiz Carlos Martins Pinto, no Centro de Garuva. O índio pedia a informação de um endereço, mas Luiz o convidou para entrar e almoçar com sua família. Eles conversaram sobre religião e Claudio recebeu um rápido estudo bíblico. O líder da aldeia ficou animado para falar aos outros índios sobre o que havia aprendido, principalmente sobre a guarda do sábado. Cada vez que ia à cidade, ficava na casa de Luiz para aprender mais.

“Uma igreja de outra denominação estava evangelizando a aldeia, por isso não conseguíamos aprofundar os estudos”, conta o obreiro. “Até começaram a construir uma igreja lá, mas desistiram e não apareceram mais”, relata.

Com a abertura, Luiz começou a evangelizar os índios há dois meses. Claudio faleceu no ano passado, mas o obreiro teve a permissão de Nelson e Lidia, os atuais caciques, que, segundo ele, o receberam com todo interesse.

O missionário passou a estudar a Bíblia na aldeia toda sexta-feira com cerca de 25 interessados. Ele tem o auxílio do pastor Dyotagnan Maia e de alguns colportores. “Pode não ser fácil se deslocar até lá e as condições do ambiente não são as melhores, mas foi para isso que o Senhor nos chamou.”

O objetivo agora é continuar com os cultos nos sábados, batizar os interessados e terminar de construir a igreja. “Já temos no local uma a construção. Com a graça de Deus, pensamos em concluir e torná-la um templo adventista”, almeja o pastor Dyotagnan. [Equipe ASN, Gustavo Cidral]

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