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ADRA transforma vida de adolescentes no Pará

Adolescentes recebem ajuda da ADRA no preparo para a maternidade.Pará… [ASN] A história da paraense P.A. tinha tudo para dar errado. A menina, de 17 anos, criada em um ambiente difícil de uma fazenda no interior do Estado, trabalhava como babá em uma casa de família na cidade de Paragominas, sudeste paraense. Sua vida virou de cabeça para baixo quando descobriu estar grávida do namorado. Na época estava com 15 anos. Expulsa da casa da patroa e sem apoio da parte do namorado, a menina se viu em um beco sem saída.
A vida de P.A, porém, sofreu uma grande reviravolta graças ao projeto Apoio a Mães Adolescentes (AMA), realizado pela Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais (ADRA) no Pará. A adolescente é uma das 93 jovens apoiadas pelo projeto, que surgiu em setembro de 2010 na cidade de Paragominas. A menina ingressou no programa em 2011, e desde então só tem motivos para sorrir. A família do pai da criança assumiu o filho, e hoje ela é casada, tem moradia e, acima de tudo, recebe apoio e orientação adequada.

O projeto da ADRA tem como objetivo apoiar e orientar adolescentes grávidas com idade entre 12 e 19 anos das escolas públicas da cidade. Os serviços oferecidos vão desde a orientação e auxílio às mães até atividades como aulas de bordado e gincanas.

O gerente da Agência no Pará, Jones Ross, ressalta o auxílio que o projeto tem dado à sociedade paragominense. “O projeto tem ajudado a população a partir de algumas linhas de ação: o apoio, informação, educação e comunicação, através de aconselhamento individual para as adolescentes grávidas e seus pais, a melhora na qualidade do serviço de saúde e o resgate da autoestima da adolescente”, informa Ross. O Pará, berço do projeto, é o terceiro estado com maior proporção de mães adolescentes no Brasil.

Atualmente, no Brasil, segundo dados do IBGE e do Ministério da Saúde, 1,1 milhão de adolescentes engravidam por ano. Isso significa 20% do total do número de gravidez no país. O problema é especialmente grave quando visto pela ótica educacional. Cerca de 25% das jovens de 15 a 17 anos que largam a escola o fazem por causa de gravidez. E destas apenas 40% retorna à escola após o parto. “O projeto AMA surgiu da necessidade de atenção às adolescentes grávidas e mães da rede pública de ensino”, ressalta Jones. “Nossa preocupação é que elas continuem seus estudos e cuidem bem de seus bebês”.

Histórias de vitórias e mudanças são comuns no grupo. É o caso de A.D., 14 anos, que pouco antes de entrar no projeto, estava prestes a abortar, e, graças a ação do AMA, teve uma gravidez tranquila e um filho saudável. “O projeto da ADRA mudou completamente minha vida. Tive a oportunidade de aprender várias coisas, entre elas como dar comida ao meu bebê”, revela a estudante Driele Paloma, outra beneficiada pelo apoio dado pela ADRA às mães adolescentes de escolas públicas em Paragominas.

Quem faz parte da equipe do projeto pode testemunhar pessoalmente a mudança de realidade na vida das garotas. Carliane, recém-chegada à equipe, se emociona com o resultado positivo que o projeto teve até agora. “Há um impacto na vida de cada uma delas, elas voltaram a estudar, mães preparadas e mais confiantes, algumas eram depressivas e desamparadas”, conta Carliane. “A sociedade só teve a ganhar. Contamos com o apoio de escolas municipais, postos de saúde, e assim fomos fortalecendo essa corrente”, conclui. [Equipe ASN – Guilherme Cavalcante]

 

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