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Mais de 20 mil envolvidos no Quebrando Silêncio na Paraíba e Rio Grande do Norte

Ênfase foi na prevenção e na educação.

Em vários momentos, voluntários levaram as revistas até os motoristas paradas no trânsito

Em vários momentos, voluntários levaram as revistas até os motoristas paradas no trânsito

Natal, Rio Grande do Norte … [ASN] Em uma só voz, quebrando o silêncio, mais de 20 mil fiéis das Igrejas adventistas do Sétimo Dia dos Estados do Rio Grande do Norte e Paraíba, território da Missão Nordeste, saíram às ruas e levaram ao conhecimento da população, informações sobre a violência no Brasil e no mundo, e melhor, como quebrar esse ciclo.

Com faixas, carros de som, mais de 15 mil folhetos e revistas com explicações sobre os diversos tipos de violência que existem, eles anunciavam às pessoas, como se prevenir desse mal que embora silencioso, atinge uma grande parte da população. É um quadro assombroso, mas que é possível vencer. Por isso, a Igreja Adventista une forças aos que apoiam essa ideia e partem para o desafio de defender os menos favorecidos, ou seja, as crianças, os adolescentes, os idosos e as mulheres, vítimas que sofrem caladas, por medo, por vergonha ou pela esperança de que se não denunciar, o “mal” não volta a acontecer.
A campanha que abrange oito países da América do Sul, incluído o Brasil, já está em seu 11º ano e a cada edição mais materiais e mais inovação são feitos para chamar a atenção dos leitores.
Na sexta (23), em comemoração a um ano do Programa RN Vidas que trabalha no combate e prevenção das drogas, ações de conscientização e sensibilização e atendimento aos usuários e seus familiares, a Assembleia Legislativa prestou uma homenagem durante uma sessão solene no plenário, a qual contou com a presença de alguns parceiros do programa, o que inclui o clube de desbravadores da Igreja Adventista, representados ali, pelo diretor associado do Ministério Jovem – Erinaldo Costa, o qual na oportunidade levou ao conhecimento do então deputado Hermano Morais (PMDB), o trabalho que a igreja realiza nas diversas áreas, e na ocasião, entregou revistas da campanha Quebrando Silêncio. O parlamentar falou sensibilizado com as ações que estão sendo desenvolvidas, principalmente por conhecer o trabalho dos desbravadores. Ele falou a nossa equipe de reportagem, parabenizando a mobilização.
“Quero parabenizar a igreja adventista no intuito de estimular a sociedade a não se calar, a não se omitir, denunciar qualquer tipo de violência… Essa é uma campanha meritória, que mobiliza a sociedade e que demonstra que com a graça de Deus, união e com atitude, nós podemos construir, devemos construir, uma sociedade melhor”.
Paraíba – Na capital paraibana, houve diversas carreatas. Os fies percorreram ruas e avenidas em trios elétricos, chamando às pessoas para uma grande concentração na Praça Pública no bairro dos Bancários, por nome Paz. O percurso foi longo, mas a vontade de anunciar que todos devem denunciar e acabar de vez com a violência era maior.
A coordenadora do evento da região, Nancy Bezerra, a cada revista que entregava, a cada abordagem que fazia, dizia “a violência é uma doença contagiosa, acabe dom ela”.
Em Sousa, carros do corpo de bombeiros e polícia de trânsito acompanharam o trajeto das mais de 300 pessoas envolvidas na campanha, naquela região.
Rio Grande do Norte – Como em coro, em diversos bairros da capital potiguar e também no interior do RN, o “Não à violência” era o grito de guerra dos participantes das inúmeras mobilizações que em alguns pontos de Natal, iniciaram ainda pela manhã.
A tarde de sábado foi intensa para os que se envolveram nas várias caminhadas. Além dos materiais alusivos à campanha, o momento também foi oportuno para entregar o livro A Grande Esperança, inclusive até para alguns cristãos de outras denominações que foram abordados, receberam de bom grado e ainda pousaram para foto, mostrando nas mãos o presente que receberam dos adventistas.
Em um dos bairros da periferia, Cidade da Esperança – Zona Oeste de Natal, alguns parceiros da comunidade se aliaram aos muitos que percorriam as principais ruas do bairro, como foi o caso da conselheira tutelar – Emiliana Fernandes, que falou de sua satisfação em ser participante desse momento. [Andréa Figueiró]

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